NAVEMUNDO

Como ser um iogue em 16 dias.

Bom, depois de Kathmandu, fomos para Pokhara. De lá meu preto segue com Rama o porter-guia para a cordilheira dos Annapurnas, eu fico em Pokhara, num centro de yoga. Dez dias em Kathmandu tomando cerveja todos os dias fizeram mais estrago que o último mês na China só comendo Chowmien (um miojasso frito). Deu para visualizar o desespero,né?!

Se vc assistiu à Kung Fu Panda, nem precisa continuar lendo a partir daqui. Eu fiz a versão Yogue yak do filme…. Lotus position nem com forceps!!!

Mas foi interessante estar num lugar tão remoto e frequentado ao mesmo tempo. O Asanga nosso iogue master tem dois filhos e Durga sua esposa cuida do nosso café da manhã. Ah e também do detox após um jejum de 3 dias, a base de maças.

O meninos Drissam e Nissam são lindos e fofinhos. A pousada vizinha a nossa tinha um espanhol que , numa visita ao retiro casou-se com a Nepalesa e por lá ficou.

Conheci muitas pessoas mas as inglesas Alia e Kate foram quem mais eu curti. Inglesas em todos os sentidos, nos divertimos muito até para um retiro.

Estou publicando esse post quase um ano depois desse retiro… Me qustiono prq voltamos….

Assim que descobrir eu aviso. Beijos

=]]

back up!

Sim essa viagem foi fantástica. E tudo a respeito dela me enche de alegria.     Toda vez que lembro os lugares e as pessoas… Penso que não tinha vontade mesmo de voltar para cá.Mas não sou sozinha nessa decisão e então vou desenvolver por aqui mesmo.
Difícil dizer um lugar favorito desta viagem… Cada lugar teve seu encanto e sua particularidade. Cada um melhor para alguma coisa. Amei os desertos infindos da Mongólia, e a vodcka também. Amei a religiosidade hindu tanto no Nepal como na India. O life style australiano e a natureza da Nova Zelandia. Me senti dentro de uma máquina do tempo no Japão,visitando o futuro. Me enfeiticei pelo ar místico em Ubud ,Bali e chorei com os budhas sem cabeça no Borobodur…Mas logo me encantei com uma lua cheia, nesse mesmo lugar, que trouxe de volta toda a esperança no meu coração. Aliás as luas cheias nessa viajem fora um capítulo a parte. Teve a de Borobodur (que colocou a cabeça de volta em um dos Budhas(!)) Teve no deserto de Gobi que nasceu no plano horizontal , no mesmo chão em que nós pisávamos na linha dos olhos…Parecia até uma pintura,só que perfumada por cebolinhas selvagens do deserto.Que aliás temperam a carne das ovelhas, tão apreciada por aquele povo. Teve a lua cheia de Wesak que assistimos em Port Maquire na Austrália e iluminava os surfistas num mar perfeito.
Foi algo que me fez uma pessoa melhor. Sei mais quem eu sou e do que sou capaz.Tenho mais certezas em relação as minhas escolhas e me esforço em não cair na rotina alienante.Mesmo com tanto trabalho para fazer.
A India foi algo que só quem esteve lá para entender.Tem o máximo da miséria aliado ao máximo da espiritualidade. É tb muito high tech onde dá. São preconceituosos e loucos.Pelo menos aos nossos olhos ocidentais.(A tal novela nem poderia ser diferente…Os brasileiros noveleiros não iriam curtir muito a realidade indiana)
Já o Nepal é uma jóia descoberta pelos europeus.Trekking e compras… Budhismo e Hinduismo. Sorrisos e oferendas.
O Laos é a própria jóia do mekong,como inclusive diz a camiseta! Sabaidee… Que pessoas lindas habitam o Laos,não?
Aliás… Como disse e escrevi antes…
O melhor desta trip inteira foi sem sombra de dúvida as pessoas…
Porque o nosso planeta é formado pelo pequeno grande mundo individual de cada um,por várias galáxias que são as diferentes culturas… Tudo isso habitando junto,e girando órbitas dentro de órbitas nesse mesmo chão.Todos com um sonho e uma motivação. E entrar nesse microcosmo e explorar ,descobrir faz uma viagem volta ao mundo como a que fizemos, ser uma viagem intermodal,espacial e temporal.
Não sei em que ponto exatamente nasci de novo, troquei de pele…
Mas tenho comigo cada dia, cada nota musical, cada cheiro, cada sensação que fizeram parte deste processo. Gravado para sempre na memória.08-os-alquimistas-estao-chegando

Meio do atlântico 12/02/09

Estamos voltando ao lar senhora e senhores…!

Depois de um ano fantástico. Imaginável, até onde a percepção de então poderia alcançar.

Tivemos um momento ontem, a caminho do aeroporto de Bangkok bem interessante…. Começamos a soltar palavras , nomes, acontecimentos que estalaram em nossa história e depois disso sabemos que nunca mais fomos os mesmos.

Tudo começou nos Estados Unidos… Mas até então não tinhamos sacado a grande diferença que seria uma Asia em nossas vidas. Por exemplo, hoje sei que aquele Indiano maluco do meu primeiro post não era assim na verdade tão maluco… Ele era só indiano. Eles desconhecem e estranham casamento por amor, e as mulheres na India tem um papel subserviente mesmo. Quando escapam a esse perfil, são consideradas subalternas sem vergonhas, triste mas realidade, pelo menos, para a maioria do Indianos… homens e mulheres, são em sua grande maioria machistas.

Mas se parar para pensar onde extamente me dei conta do que estavamos fazendo… Da grandiosidade gerada pela distancia de meio planeta terra longe de casa, diria que foi no Japão. Entre as sakuras e toda a delicadeza da tradição high tech que envolve o Japão e seus japoneses, tão lindinhos…

Venice foi legal, mas não tão diferente quanto estar em meio a milhares de pessoas e de kanji (caracteres janoneses) piscantes e aluucinantes em qualquer direção, como num vídeo game. E realmente me sentir submergindo no que eu hoje identifico como uma viagem á minha natureza, humana inclusive.

Pois o mais fantástico dessa história toda de estar em outros lugares, sentir outros sabores e odores e desenrolar a língua em palavras nunca dantes sonhadas… O melhor disso tudo foi sem sombra de dúvida as pessoas. Pois estando sempre no mesmo lugar não temos a oportunidade de analisar a nossa condição e condicionamento dentro da entorpecedora rotina.

Por exemplo, a camainho do mesmo aeroporto de Bangkok, estávamos atrasadissimos, com certeza deve ter acontecido algum acidente ou coisa que valha um engarrafamento daquela proporção. E eu, que já estava ansiosa pelo atraso fiquei ainda pior quando o Marco começou a expressar a ansiedade dele. Fui bombardeada por pensamentos do tipo: – Meu Deus do céu motorista… – ME DÁ AQUI ESSA BUZINA!!!! (Calma!)

Foi quando me toquei que ninguém estava buzinando. E me senti envergonhada por um momento de meu equivalente indiano, chinês ou nepali de motorista, que tanto critiquei.

Estando em meio a tantos da minha espécie sim, mas de costumes tão diferentes, entre si inclusive, pude ver mais quem sou eu, do que quem são eles apenas.

¨Alma não tem cor, porque eu sou branco. Alma não tem cor prque eu sou negro …Percebam que a alma não tem cor, ela é colorida ela é multicor¨ Já escreveu o André Abujanra.

Tivemos contato com as maravilhas do mundo e também com suas misérias. Todos trabalhos do bicho homem, com excessão das expressões grandiosas da natureza.

Deus, Vishnu, Budha, Alah, Yawé, Om, etc também foram os nomes dados por nós, macaquinhos espiritualizados, para a grande força salvadora que nos resgata e redime de todos os nomes opostos, que também batizamos.

Vimos dinheiro que não conseguimos quantificar, até tentei, mas não consegui. Mas sei também que existe umas sombras, as quais sou eternamente grata por não dimensionar.

Descobri que ninguém no mundo gosta tanto de sal quanto nós, ¨Brasais¨ e que ninguém vai nunca descobrir qual povo dessas bandas do oriente são o mais ¨picante¨.

Que a idade é sem dúvida alguma um valor. Que tem o peso que atribuirmos á ele. É diretamente proprocional ao nível de prazer que realizamos em nossas vidas. Já conheci adolescentes ¨velhos¨ e tantos coroas de riso fácil.

É difícil dizer onde nos perdemos em busca da felicidade. Já ouvi dizer que a felicidade é o caminho e não o fim, o que nos dá uma perspectiva melhor. Mas também li um texto fantástico sobre a normose de Pierre Weil, que é bem esclarecedor em relação ao padrão corrosivo que esta inerente e escondido em cada rotina, cada uma delas.

No Nepal, também existe uma infinidade de etnias e religiões convivendo, lado a lado. Muitos tibetanos refugiados, muito hindu e muçulmanos, tem até alguns cristãos… Existe harmonia e respeito entre eles. Até mesmo em Kaosmandu, tudo acontece mas ninguém realmente se estressa. acham até graça quando alguém perde as estribeiras. Porque sabem que não adianta. E que o stress só faz mal, ¨bad Karma¨ a quem o realiza.

Dessa experiência toda que tivemos podemos concluir algum fatos. Que apesar das mazelas criadas e sofridas pelo homem, existe um sentimento comum a todos nós, humanos, que nos localiza em alguma parte da pirâmide de Maslow. E idependente da cultura ou religião :¨O ser humano é criativo, auto-reflexivo, escolhe e decide¨ Mas eu, atrevidamente adicionaria uma outra característica. Que é melhor traduzida num inglês carregado de sotaque que muito me agrada personificar, onde transcrevo como se fala:

¨Everibódi just wanna to be appy!¨

03-os-alquimistas-estao-chegando

La Kon

Estamos indo para o Camboja, diretamente para Siem Reap, para visitarmos o Angkor Wat. E como tinhamos tempo dei uma checada na net para ter mais consciencia do que iremos ver… E achei esse documentario da BBC Irado!

Mas como no ultimo post eu estava meio revoltada com o partido aqui no Laos quero me redimir aqui. O Laos eh fantastico. Nao teve um lugar pelo qual andamos que as pessoas nao nos comprimentaram com um sorriso no rosto.

Indo China, eh na verdade o meio entre a India e a China, parece obvio, mas eu tive que googar para entender melhor esse termo. Eh uma regiao cheia de diferentes tribos e etnias, tambem nao se misturam mas ainda assim convivem na santa paz de Budha.

Ja falei que a economia do Laos eh de subsistencia, mas de uma maneira geral o Mekong eh a grande mae dessa regiao do mundo. Eh um rio fantastico . Que chega a inverter seu leito 4 meses por ano… Irriga toneladas de arroz e tem logicamente seu papel sagrado por aqui. A impressao que tive eh que os vilarejos ao longo do Mekong parecem um tanto com os indios do Brasil. Com um paninho a mais que a tal da tanga,mas ateh as feicoes sao parecidas…

Tem tigres e elefantes… Vale a pena vir para passar um mes! E adivinha, da para trazer a familia numa boa… E bom ,bonito e barato.  Eu so passaria mais tempo em Luang Prabang e VanVeing. SO Vientane que nao vale realmente muito a pena… MAs o resto do pais super vale. E para quem nao teve a ideia assim como nos, O Laos eh o lugar certo para vir de bike.

Voce conhece o Lao?

Sim meus queridos o Laos nao tem o esse final na lingua dos proprios…

De todos os paises que visitamos o Laos eh um dos menos desenvolvidos, mas num sentido bem diferente de uma India por exemplo. Com 80% da economia baseada em agricultura de subsistencia , numa regiao tao montanhosa e sem acesso ao mar o Laos eh um lugar unico. Mas o melhor do Lao eh sem duvida o povo daqui.

Sao simp’aticos, simples e felizes. Vivem sob a bandeira do pais sempre acompanhada pela do “partido” que acredito ser obrigacao em todos os estabelecimentos comerciais.Mais ou menos como a foto do rei na Thailandia. Mas acredito que os Thailandeses gostem de seu rei.

A Republica Popular do Laos tem duras penalidades para o porte de drogas apesar de ser um dos maiores produtores de opium do mundo. Os camaradas tambem proibem interacoes intimas de seu povo com estrageiros, seja paga seja de graca, o corpo e vontade do povo de Laos deve pertencer ao estado(?). Os cubanos pagam o visto mais barato, deve ser porque o FMI esta ajudando bem o Laos ultimamente. Mas o turismo cresce bem e logo se tornara’ uma das principais fontes de renda desse pais tao exotico. Entao meus caros amigos venham, antes que os koreanos terminem o novo aeroporto em 2011. Sim o comunismo do Laos eh bem integrado as necessidades capitalistas dos milicos… digo, do pais.

Ok, ok estou ruminando essas ideias revoltadas soh porque ontem, estavamos prontos para sair e curtir uma cervejinha com nossos novos amigos holandeses quando soubemos que o toque de recolher ainda eh seriamente levado por todos, e o responsavel da nossa guest house nos avisou que se passassemos da meia noite dormiriamos fora. Euzinha que nunca tive hora para voltar para casa experimentei um disabor de abobora a meia noite… Faz parte. mas nao pense vcs que nao existe balada no Laos… tsc,tsc nem se engane. Entramos pelo norte do pais e navegamos pelo Mekong ateh Luang Prabang. Lindo vilarejo com ares de “protetorado” frances (precos de colonia de exploracao,mas enfim) Linda e charmosa. Inesperada. Seguimos viagem ate a pequena VangVieng mais ao sul e conhecemos o TUBING! Que eh a maior balada que estivemos ateh agora em toda a viagem. Kopangan ficou xinelinho perto dessa festa. diaria, nas margens do Nahn Kong, o rio que nos leva numa camara de pneu de um bar ao outro.Logico que a grande maioria dos festeiros eram farang (estrageiros).

Chegando aqui em Vientiane avistamos um por do sol incrivel. A grande bola laranja se poe na Thailandia, do outro lado do Mekong. Que em Chiang Kong, na froteira pela qual entramos, vimos o mais incrivel nascer da lua sob, entao, o Laos. Sim, a natureza dessa regiao e linda e bem preservada ateh. A comida eh picante, o Marcao ama, e eu…. sabe que jah estou ateh acostumada?

2019 na Thailandia?

Faz uma semana que realizamos um grande e antigo sonho:realizamos nosso curso de mergulho. Ha’ uns seis anos atra’s fizemos todo o curso,e na semana do “batismo” tive o pior ataque de sinusite da minha vida e n~ao pude ir, desde de ent~ao guardamos nossas mascaras e pesos (lastros) no fundo do armario. Mas foi em Kophiphi que mergulhamos,na verdade em duas ilhas proximas Racha Yai e Racha Noy. LINDO, logico… Mas a sensacao de voar, inspecionar um coral estando de ponta cabe`ca … foi realmente sensacional! Nao imaginava que as lulas s~ao trasl’ucidas em baixo da agua, nem que nadavam deitadas. Vimos o tal lion fish, que e’ tao lindo quanto venenoso.

Tudo isso em meio a outro sonho, conhecer a Tail^andia, com esse teclado sem acentos mesmo… ” A terra dos sorrisos” e e’ mesmo… Os tai s~ao amistosos… e sao raros os que estao de cara amarrada. A comida e’ feita para descolar as papilas da boca, ai elas ficam histericas, umas desmaiam e aos poucos, durante as proximas horas elas voltam ao seu lugar. A paisagem e’ digna de desktop. Agua’s cristalinas areias branquinhas… A Tailandia e’ o para’iso descoberto. Abarrotado de europeus e norte americanos. Os pre,cos daqui sao metade dos valores do Brasil, no minimo. Ou seja, com o real t~ao valorizado (ou o dolar tao baixo) o Brasil vira destino de luxo e exotico, basta saber se o padrao atende aos valores.

Mas voltando a realizacao dos sonhos… O que dizer desse ano? T~ao longe o melhor ano que tive ate’ agora, e daqui ha’ 20 dias serao 34 anos(ah se eu pudesse dizer o contrario…!=) Mas o ponto aqui eh desejar a todos os nossos queridos amigos e familia, que fa,cam isso dos seus sonhos:Coloquem no papel e os transformem em projetos. De quanto tempo vai das prioridades de cada um. So nao vale dizer que eh tarde demais. Tarde demais somente quando nao estivermos mais aqui,na~o e’ mesmo?

2009 logo logo sera 2019… Entao maos a obra! Esse ano que se inicia ,segundo a tradi,c~ao chinesa e’ o ano do boi. Um bom peri’odo para “plantar”, ou seja trabalhar no sentido do seu propo’sito. Saber onde esta em relacao `a onde quer chegar. E existe muito mais espa,co em nossas vidas para alegria e contentamento do que a maioria das pessoas imaginam. Ou seja para 2009 lhes desejo a todos: Bom plantio! Sucesso na transformacao dos projetos e na administra,c~ao do caminho! Paz,amor e flores de todas as cores pelo caminho.

Mil beijos,

Juliana e Marco.

Surreal é aqui!

Delhi 08 de novembro de 2008.

Hoje chegamos à Delhi, depois de uma semana e meia de relax em Goa.Depois de Varanasi saímos em direção aos templos eróticos em Kajuraho e ao ponto obrigatório e esplendoroso do Taj em Agra.Conhecemos pessoas incríveis, Drew , Linda e Dawn do Reino Unido, a querida Martha de Barcelona, Kath e Stephen da Alemanha e Daniele e Marcelo, casalzinho conterrâneo nota dez!
Reencontramos a Drica e o Duda, casal que vive uma vida onde se encontram pouquíssimos brasileiros. Viajam o mundo e habitam onde esta bom, seja o clima, o festival, ou simplesmente estão em trânsito. Como me disseram, têm pertences espalhados por todos os lugares. São dessas pessoas iluminadas que tem muito mais curiosidade e entusiasmo do que receio e apego. Os admiro e quero muito bem…
A India é um país pobre financeiramente, e a miséria convive lado a lado com ¨o mel que brota nas árvores¨. A riqueza cultural e espiritual parece trancender os perrengues mundanos… As pessoas são fascinantes, e fascinadas por todos estrangeiros. Incontáveis são as vezes que vão perguntar teu nome, tua profissão, estado cívil e por aí a fora. E o mais engraçado é que estranham quando replicamo-lhes as mesmas e inconvenientes questões. Eles tem uma resposta ensaiada para cada país. No nosso caso, quando respondemos – Brasil. Eles ensaiam a batida de ¨Meu Brasil brasileiro¨ ou desatam a chamar os nomes famosos e atuais do futebol.
Quando, meio sem paciência de responder e viver o ritual todo novamente dizia que era da China. Uns nào acreditavam, outros me vinham com alguma frase pronta em chinês que sinceramente não consegui distinguir. Mas a maioria entendia o recado e sorria adeus. Eles tem uns trejeitos com a cabeça que torna um enigma saberem exatamente o que querem dizer. Várias vezes chacoalhei a cabeça como eles em resposta , eu não sei extamente o que eles entendiam, mas também chacoalhavam de volta e tudo certo. Os olhos tem função fundamental na comunicação entre eles.
Mulheres, se não querem ser mal interpretadas usem seus óculos escuros. Eles podem ser bem folgados e intrusivos em caso de se notarem observados. As roupas também são fundamentais para uma mulher ter paz na Índia, ombros à mostra são mais provocativos do que as barrigas (de todos os tamanhos) que pulam para fora dos sarees. Cobrir os cabelos e ter um ponto vermelho no meio da testa também ajudam. Cremos que a India é o país mais diferente por onde passamos até agora. Com caracterrísticas únicas e intrasferíveis. Parece que certas coisas só acontecem aqui, porque aqui é a INDIA….

BOOmbay!

    Vcs jah devem estar acompanhando… Tah tudo baguncado em Mumbay…

    Fugimos para Goa!E aqui tah bom como o litoral do nordeste brasileiro.So serviu para aumentar a saudade.

    Marcao curou de um febrao e eu peguei um piriri b’asico, agora sim podemos dizer que passamos pela india!

A Trilha dos Annapurnas

Passei 16 dias andando para percorrer 211 Km ao redor de uma das cadeias de montanhas mais famosas do Mundo . Famosa por que o Annapurna I, com seus 8098 m. de altura, foi o primeiro pico acima dos 8 mil metros a ser escalado em toda a história do alpinismo, por um Frances chamado Maurice Herzog, no ano de 1950 .

A trilha se chama Cirquito Annapurna . Se trata de um caminho ancestral usado pelos locais para se locomover de um vilarejo a outro, nessa região . Isso inclui passar pelo Thorung La, que é um passo de montanha que se ergue a 5416 m. de altitude !!! O que é muito, quando se pensa que acima de 3000 m., todos estão sujeitos a sentir o Mal de Altitude, causado pela falta de oxigênio para respirar .É 600m mais alto do que o MOnt Blanc na França e exige uma série de precauções e muita roupa de frio .

Deixei a Juliana no retiro de Yoga, e juntamente com o Sitaram, o bravo carregador que contratei em Kathmandu, deixamos Pokhara em um onibus local no dia 17 de outubro , e começamos a trilha a exatamente 800 m. de altitude, em Besi Sahar .

Basicamente, a trilha se divide em antes e depois de cruzar o Thorung La. Na primeira parte seguimos o vale do Rio Marsyangdi, subindo 4600 metros em dez dias . Depois do passo, descemos de novo até 800 metros, só que agora seguindo um dos vales mais profundos do mundo, carvado pelas águas negras do rio Kali Gandaki, até chegar a Naya Pull, de onde pegamos o transporte de volta para Pokhara . Essa trilha se faz geralmente em 16 a 20 dias . Nós fizemos em 16 ensolarados dias !!!

No começo, andamos em um clima quente e úmido,  onde todas as montanhas são cobertas por florestas com arvores típicas de um clima tropical . A medida que fomos subindo, a vegetação foi mudando drasticamente . A 4 dias do Thorung La, já não se via mais as florestas, o clima mudou para seco e predominavam os pinheiros . Estavamos andando pelas estações ! Deixamos o verão do início da trilha e agora nos encontrávamos em pleno outono. Tudo estava indo bem, e me sentia forte e disposta para encarar o desafio maior da trilha .

Chegamos no acampamento base chamado Thorung Phedi no nono dia de caminhada, as 9 da manha . Nesse lugar, que se ergue a 4450 metros, só existem 2 lodges, de modo que decidimos acordar bem cedo e garantir nosso quarto . Passamos o dia inteiro descansando e se preparando para o dia seguinte .

E não era para menos . Se trata de subir 1000 metros de desnível, de 4400 para 5400 metros, e depois descer mais 1600 metros até Muktinah, que fica a 3800 m. Caminhar em altitude é extremamente cansativo . Falta oxigênio e existem os perigos do Mal de Altitude, que se forem ignorados podem ser fatais . Na verdade, todo o ano morrem 2 nessa mesma trilha , em sua maioria carregadores que sem experiencia e qualquer equipamento adequado, se sujeitam a esforços inimagináveis para aproveitar a temporada de turistas e fazer algumas Rúpias..

Tomamos café as 4 e meia da manhã e as 5 estavamos dando os primeiros passos montanha acima . A primeira hora foi incrivelmente inclinada , cansativa e fria . As 6 horas da manha, passamos por  um alemão com um GPS, que nos mostrou que fazia ( fora o vento ) – 15 graus centígrados !!! Havíamos enchidos nossas garrafas com água fervendo . A essa altura estavam todas congeladas !!!

O sol começou a nascer e o visual foi ficando espetacular, com o contorno das montanhas delineados pela fraca luz do sol que chegava, e a lua ainda brilhava, crescente e sorrindo para nós, como que dizendo que tudo estava bem e que chegaríamos com segurança .

Acertamos o passo , e com um passada pouco maior do que meus pés, andamos devagar e sem parar até o passo, que chegamos felizes as 8 e meia da manhã  ! Passamos 40 minutos lá, andando na neve, e tirando as famosas fotos comemorativas ! Os nepaleses que estavam trabalhando nos grupos de expedições, a essa altura cantavam e dançavam, também felizes por terem atingido o ponto mais difícil da viagem . Agora, eram 5 dias seguidos de descida . Nesse dia, chegamos em Muktinah as 13:00 .

Daí em diante foi só descida . O ultimo grande esforço estava marcado para o penúltimo dia de viagem, quando subimos de novo a 3000. De altura, até Poon Hill, para assistir a um dos nasceres do sol mais espetaculares da minha vida . Poon Hill é um mirante de onde pode-se ver duas cadeias de montanhas . A do Dhaulagiri ( que tem 8…m. ) e seus irmãos menores, II, III e iV e toda a cadeia dos Annapurnas, terminando com o Machapuchare, o famoso fish-tail, que na minha opnião é uma das mais bonitas que já vi . A surpresa estava reservada para o final . Na noite anterior , em Ghorepani, aguardávamos o dia terminar para nos prepararmos para o último ataque, as 5 da manha do dia seguinte . Mas, estava tão absolutamente nublado, que  todos já arrumávamos nossas desculpas para auto-consolo . Quando abri minha janela as 4 e meia da manhã e vi de cara a constelação de escorpião limpa na minha frente, acompanhada por uma noite linda e sem nuvens, percebi que Deus havia ouvidos as preces de todos que ali estavam, e soprou bem longe todas as nuvens que poderiam ficar entre nós e as montanhas.

A medida que o sol foi iluminando com sua fraca Luz amarela e rosada, somente as pontas das montanhas mais altas quando tudo ainda estava escuro, o espetáculo foi ficando completo, coroando majestosamente, o final de uma trilha que foi nada menos que perfeita e inspiradora !

No dia seguinte. Andamos todo o caminho de volta e as 3 e meia da tarde do décimo sexto dia de trilha estava em Pokhara para reencontrar a Jú , cheio de coisas boas e novas para contar !

Kaosmandu! A estação intergaláctica.

Na estrada paramos por conta do tráfego, o trânsito caótico e o intenso fluxo de pessoas tem seus momentos de estrangulamento máximo e simplesmente param. Descemos do ônibus e seguimos a pé pelo meio do caos até o fim dele, onde encontramos um restaurante com uma vista magnífica do rioe adivinhe:cerveja gelada. Foi o momento perfeito para celebrarmos o aniversário de um dos Franz, o caçula do grupo completava 53 anos de idade. PROST!!
Nos deixaram próximos à nossa Guest House. ACME guest house (como nos desenhos do looney tunes) Um pouco bêbados e muito cansados chegamos por entre as ruas da estação espacial intergalática de Thamel. Centro turístico de Kathmandu. Com seres de todos os planetas misturando-se entre 538 mil placas de todos os tamanhos. E no meio de uma dessas placas encotraríamos a da ACME. Pois o endereço que constava no guia era o seguinte:Próximo à Kathmandu Guest House-Thamel. Só não desesperei por que um dos seres interplanetários tinha um mapa na mão, à quem eu fui pedir ajuda. Qual não foi minha surpresa que quando eu virei para o Marco para avisar da boa notícia ele não estava do meu lado? Graças à nossa altura (e sua mochila amarela) O localizei lá na frente, ascenando para mim e apontando para o mar de placas…- É aqui…. Graças à Deus!