NAVEMUNDO

Celebrando…

Ontem ao acordarmos encontramos Daniela e Marcelo que vieram de Bangkok para celebrar conosco. Fomos entao a reseva do elefantes… E simplesmente amamos estar t~ao perto, tocar, andar e ser enrolados pelas trombas monstruosas  desses seres fascinantes.
Quando voltamos, o onibus que parou para nos soh tinha vagas no bagageiro…Isso foi comedia…
Chegando na cidade fui levada pelo Marco, Mariana e Nathalia para o meu presente, e este senhoras e senhores e’ o post dessa semana:
Como muitos jah sabem mas a grande maioria apenas desconfia, essa viagem foi realizada no lugar do que seria a nossa festa de arromba chamada caso’rio… Trocamos uma noite por 300… Lindo maravilhoso,pore’m toda vez que eu via uma noiva entrando na igreja eu sentia uma dorzinha de cotovelo familiar… Nao, nao era o vestido, nem a decoracao, muito menos a algazarra de bens casados e buque. Eu sempre sonhei em ter um “Dia da noiva”, sim, confesso.Sem vergonha de ser tao hedonista, confesso!
E chegando no lugar escolhido, aqui em Chiang Mai, tinha um espac’o preparado para MIM!!! Uma banheira de leite e petalas de rosas, toda iluminada com velhinhas….

Foi me dado um roupao e chinelinhos, e Bursabon minha guia de mimos me levou ateh a sauninha…so para mim!=]]]
Depois da sauna a vapor ela me hidratou com uma aguinha e me levou para a esfoliacao. Feita com o’leos essencias e sementes de gergelim moidas…Fiquei inebriada com o aroma do processo. Depois de me lavar, fui besuntada com um yogurte multi frutas e enrolada numas cobertas enquanto meu rosto recebeu o tal 9 steps facial treatment… Delicia pura! Sai de la’ direto para a banheira, Sim ! Aquela de leite e petalas de rosas!!! Me deram um bowl de salada de frutas e quando finalmente fique so’ com as luzinhas das velas… Tive uma acesso de risada… histe’rica! A Dona Bursabon abriu a porta, eu me contive, respondi que estava bem,e quando ela fechou a porta a gargalhada saiu ainda mais enlouquecida. Me calei com um pedac,o de dragon fruit e finalmente relaxei…. Pude seguir para a minha massagem arom’atica e fazer as manicures e pedicures da vida… Tive uma sensa,c~ao muito interessante, tipo : Fim da fase 1.
Entonces…:Que venga el 34!

Se essa rua,se essa rua fosse minha….

¨Do amor do príncepe ShaJahan pela princesa Mumataz Mahal….¨Sim, parada obrigatória pela primeira vez na Índia, o taj é magnífico. Lógico que toda expectativa é frustrante por si mesma. E a minha era de que o palácio feito com o mais branco de todos os mármores exisytentes naquela época fosse ainda mais reluzente…. Mas tem toda aquela historia DE CHUVA ACIDA ETC E TAL. Mas a riqueza dos detalhes… parece que 22 anos e vinte mil pessoas da India e da Asia contruiram a maior jóia que eu já tive notícia, e agora graças a Deus, presenciei. Porque o Taj é isso:Uma jóia. Talvez os metais não sejam preciosos, mas o trabalho de cravação e machetaria aplicado no mármore, jaspe, serpentinto, lápis lázuli, ágata e tantas outras, eu só aprendi em joalheria. ShaJahan perdeu sua segunda e amada esposa ( eu não queria estar na pele da primeira, nem a pau!) dando cria ao seu 14o filho. Como os guias indianos ensinam: PPL(permanent pregnat ladie). Resolveu guardar sua esposa dentro de uma jóia, e assim o fez. Tambe’m fez outras tantas coisas lá pelos meados de 1600. por exemplo: matar todos seus parentes do sexo masculino foi outra. Menos seu filho,(pois claro, vc deve pensar: Era seu filho!…) Pois foi exatamente esse que o subjugou e o trancafiou pelo resto de sua vida. Mas como era seu pai(!), da janelinha da prisão, à ele seria concedida a visão,até o último de seus dias, da sua obra-prima: O Taj.

Varanasi o limbo na terra.

A percepção de Varanasi dá se em meio a uma fumaça constante que parece permear a tudo aqui. Fumaça das cremações infinitas na borda do ganges, fumaça dos automóveis, dos cigarros, dos chilons, das barracas de comida, uma bruma que te envolve e entra nas suas narinas, envolve todo teu corpo e teus cabelos.Pousa sobre teus olhos que então pode perceber as linhas suaves que formam o desintegrar de prédios e templos em meio a multidão de pessoas e animais que circulam num caos antigo. E quando estiver totalmente intoxicado pela fumaça e barulho e ainda assim calmo, perceberá em meio a essa hipnoze que então alcançaste BENARES!

A Índia não é um país extamente turístico. Tem maravilhas e desgraças convivendo ali, lado a lado na vida diária. Hinduísmo, jainismo, budhismo e islâmicos convivem num caótico trânsito que desafia as leis dos homens e da física.E as buzinas obrigatórias não produzem o efeito desejado. Exauridas em si própria, intengram-se ao cenário atemporal e até místico.

Varanasi era um lugar que há muito já tinha chegado aos meus ouvidos, e informações de toda a sorte. Louco, sujo, colorido, espiritual,assutador e encantador. E Benares é tudo isso mesmo. Benares é o nome original de Varanasi, se é que posso usar esse termo, pois é também uma das cidades mais velhas do mundo que seguiu continuamente habitada. Fora haver história nesse lugar datada de mais de cinco mil anos. Todos adjetivos encontram par num lugar como este, menos tranquilo.

Shiva é o lord de Varanasi, e uma das principais entidades do trimurti hindu, juntamente com Brahma (o criador) e Vishnu (o sustentador). Shiva é o destruidor e seu nome em sânscrito significa ¨o sortudo¨. As pessoas que vêm à Benares em peregrinação tem como objetivo maior aqui morrer. A destruição de lord Shiva é de função regeneradora. Destruir o velho para que Brahma possa atuar. Curiosamente análogo a carta da morte do tarô, que tem o mesmo significado e trata-se da última carta, cujo fim se faz necessario para um novo recomeço. Os que aqui desencarnam, segundo a tradição deste lugar, alcançam sua moksha, que é a libertação do ciclo de morte e renascimento nesse plano (conhecido como samsara). São cremados os corpos para purificá-los, e então suas cinzas são varridas para o Ganges. Mulheres grávidas, crianças, sadhus e animais não são cremados pois são considerados puros. Criminosos e vitimas de doenças infecto-contagiosas serão purificados pelas águas sagradas do Ganga. E todos, sem exceção, cremados ou amarrados a pedras são levados pelo rio que sai do topo da cabeça de Shiva.

E toda a manhã os ghats que são as escadarias de acesso ao rio, estão lotadas de hindus que vêm para se banhar, escovar os dentes, lavar roupas, lavar búfalos, lavar seus pecados. Por fim decoram as margens do Ganges com roupas brancas e ocres, e sarees de todas as cores. Ficam ainda mais coloridos com o sol que, quando vence a cortina de fumaça e consegue despontar lá pelas sete da manhã assiste e ilumina todo o espetáculo diário e milenar do Ganga.

Mulheres e canções, crianças e cavalos…

A mulher mongól é ímpar na história do mundo.Conhecemos casos de mulheres que fizeram a diferença na história de seus países, até mesmo mundial. Personagens com características fortes e histórias de vida marcantes. Porém a mulher mongól tem um papel fundamental na cultura de seu povo.

Uma sociedade matriarcal diferente pois, papéis aqui são muito definidos como em qualquer sociedade tribal. Prevalecendo os homems nas posições de maior respeito.

Pense numa mãe que põe seu filho de apenas três anos de idade montado em pêlo num cavalo para percorrer uma distância de até 30 km, onde o cavalo pode até morrer de exaustão no meio do caminho. Lá foram os direitos humanos estabelecer a idade mínima de 7 anos, a contra gosto do povo em geral…

A mulher mongól participava das batalhas como igual, em responsabilidades e habilidades. Dos filhos de Chinggis Khan, os líderes que se destacaram foram, de longe suas filhas. O Grande império Mongól por ele conquistado, começou a ruir a partir dos domínios e governos de seus filhos e netos homens. Não que tenha ruído por conta disso, mas ainda assim um fato curioso.

Quem canta seus males espanta. Sim o povo daqui parece Phd no quesito cantoria. Eles cantam para tudo. Ao acordar de manhã, para ordenhar o rebanho, para bater o qualho, para fazer o fogo…. Eles tem música para todos e todas as situações. Os tuvanis por exemplo, uma minoria que habita próximo a fronteira noroeste com a Russia, desencolveu uma técnica de canto que usa as cordas vocais como verdadeiros diapasões. Criando uma música única e fascinante. A família que gerencia a guest house onde ficamos em Ulaan Bataar, a Khongor guest House também é uma família de músicos. Degui, a mãe é dona de uma voz aguda e elegante, e Khongor o filho mais velho é um instrumentista virtuoso e dedicado, Morin Khuur é um instrumento parecido com um violino, ou com a nossa rabeca. Quase todas as músicas são inspiradas ou na natureza ou nas histórias de Genghis Khan. A vastidão da Mongólia parece o cenário perfeito para manisfestações musicais dessa natureza. E os clipes musicais aqui exploram bastante isso, cenário, natureza e cenas do cotidiano nômade.

Navemundo – Inspirações !

Navemundo !!!

Esse nome me remete às grandes navegações mundo a fora . Uma idéia de que estamos aqui e temos muita coisa a conhecer e aprender . Expansão, transformação, inspiração !!!

São seis e meia da tarde e estamos prestes a ir para a nossa festa de despedida . A partir do dia 27 de março de 2008 serão 280 dias, isso mesmo duzentos e oitenta dias viajando pelo mundo, principalmente Asia e Oceania .

Pretendemos fazer desse blog, um registro de nossa viagem, obviamente, mas além disso gostaria que essa viagem inspirassem outras pessoas a correr atrás de seus sonhos, que no nosso caso é viajar ! Viajar profundamente, buscando a transformação do olhar através da vivência de lugares e culturas diferentes . Acreditamos que isso só acontece quando interagimos com nossos destinos, coisa que o turismo comprado não proporciona .

É isso ! Até mais e depois conto como foi a festa !!!

Abraços a todos !