Lua Cheia na Australia
Oláááá… Salve salve minha gente!
-Nooosssa como eles demoraram para escrever qualquer coisa…
VERDADE!A mais pura, mas lógico, há um por quê. E esse poderia ser denominado Australian Way of LIFE! Agora é o seguinte se tem qualquer coisa contra ataques de deslumbramento,pode parar de ler esse post aqui mesmo.Pois este é nada mais que uma ode a esse país.
Por partes.
Chegando em Sydney demos uma tempo na nossa Travel Search. Fomos tão bem recebidos pelos nossos amigos(Thiago e Caio) e consequentemente pelos amigos deles (Gui, Naty, Bilo, Narcisio, Didi e tantos mais) o bem da verdade é que a nossa vida ficou para lá de mansa. Aí fomos parar na casa da Lia(irmã da Anne,2 curitibanas fofésimas)que é casada com o Mr Raymond(sul-africano) e pais da Keila e do Zach(australianiños)… Então,apresentações feitas.Isso é só o começo. Conhecemos tanta gente aqui… E todos tão legais que vai ser difícil resumir num post. Mas o fato é que a vida mansa, churrasco, vinho e claro muita cerveja são os culpados. Ficamos muito bem ciceronados e foi um contra-choque sair do Japão e cair assim na civilização ocidental de novo. De passagem por BangKok podemos experimentar um petisco do que nos espera. Quase assustador eu diria.
Tomamos vergonha na cara e fomos buscar nossa pesquisa de volta em Bondai Beach! Deixamos nossos amigos no churrasco e seguimos de ônibus(o que foi mto mto mais demorado)de Maroubra para lá. Bondai é “o pico” de domingo, um posto nove se comparável. Praia linda, musculosos, rechonchudos todos tem seu espaço na democrática e descolada Bondai. Na areia ou nas churrasqueiras de pátio gramado todos passam seu domingo de sol iluminado. Fernando, um madrileño de vinte e oito anos que conhecemos a seguir, definiu as mulheres de Bondai como as mais bonitas da Autralia(que ele conhecera até então)
-Todas tenen las carnes duras!De las Chicas à las tias de 50 años.Sabes por que?Porque todas acem lo Surf e exercitam-se em Bondai…(perdão para meu espanhol compreendido e não aprendido). Isso define bem uma impressão da esfusiante Bondai,pelo menos no domingo.
Depois fizemos um “Tourist pack” improvisado,voltamos a city(centro de Sydney)para um rolê tipo “top 5”.E Assim foi: Darling Harbour, Tower, Ópera House(espetacular…) Habour Bridge, Aerotrem(o tal Levi Fidelix não é tão original assim) e terminamos nosso dia de caminhada com um half pint em The Rocks(lugar que talvez tivéssemos muita expectativa, pois nada era além de um muro antigo) E de uma maneira geral ficamos encatados com Sydney. Uma cidade moderna,cosmopolita e extremamente funcional. Em alguns pontos até arriscaria dizer que é uma Londres ensolarada;dado que por ter sido colônia britanica tem as ruas, praças e arquitetura, tanto predial quanto estrutural iguais à capital londrina.
U$4,50 do ferry e passamos um dia na capital brasileira em Sydney: Mainly Beach. Estava frio demais para entrarmos na água, mas lógico que tinha gente surfando num boa. Aliás,como era uma segunda feira presenciamos algo bem interessante. Tinha algumas classes de educação física acontecendo na praia. Um grupo aprendia a andar de patins, outro a jogar futvolley e soubemos que existem aulas que são de…SURF! Essa é uma pista do que denominamos lá em cima de Australian Life Way. Num dos campings que estivemos tinha um grupo de estudantes rotarianos aprendendo a acampar. É ou não é show de bola?
Resolvemos então seguir viagem. Uluru estava nos planos, desde o Brasil e deve ser realmente fantástico. Mas é muito longe de tudo mais(bem no centro deste país-ilha)e resolvemos deixar para uma próxima. Alugamos um campercar, econômico e funcional, uma Rookie.
O Australiano tem uma cultura de viajar e acampar como nunca antes presenciamos. Para ser bem sincera, nem nunca ouvimos falar em algo assim. O país é jovem, não tem 300 anos. E não sei bem quando eles começaram a construir estradas, muito menos quando comecaram a percorrê-las com a casa nas costas.
Mas o fato é que vemos sempre muitas vans(perfeitamente adaptadas para acampar,são as campervans) e traillers, de todos os tamanhos, formatos, cores e budgets. Mas para dar uma idéia, o menor que vimos até agora(fora o nosso Rookie)foi um trailler em formato de barraca canadense, compacto. E o maior foi um caminhão adaptado, o bicho era um transformer! Muito irado! Sai compartimentos embutidos das laterais e de trás,vira uma casa sobre rodas com a boléia na frente. Existem diretórios e listas de camper parks por estado, por tipo de viagem, com serviços anunciados ou não. Ranqueados como hotéis de luxo,com estrelas e tudo mais. Nesses parks os banheiros são limpos, sem exceção com chuveiro quente. Tem cozinhas onde no mínimo uma chapa de churrasco tem, outras mais incrementadas tem até micro-ondas. Piscina, frente para rio ou mar, playground, aluga bicicleta, kaiaque e lavanderia.Só a internet é que ficamos surpresos de não encontar tão fácil em todos eles.
Mas o fato é que eles se jogam na estrada. E passam meses nela, com ou sem filhos.E como no surf aqui, de toda faixa etária. Muita gente opta por morar nesses lugares, nesses campings(parkings) que também oferecem algo que eles chamam de cabines, que é o mais simples, aos bungalows, que são os mais equipados. Dentro deles tem tudo, menos roupa de cama que vc também pode alugar.
Caímos na estrada e dormimos nossa primeira noite em BlackSmtih, na região de Lake Maquire. No dia se guinte….Tia Juliana acordou travadésima de algo que só se conhece na vida dos trinta para frente: Nervo ciático, parece que mudaram o nome dele, mas dói igual. Ou até pior. Bom a Rookie é ótima, mas nós….Somos um pouco grandes de mais para ela. Nada que uma barraquinha do lado de fora não resolva, não é mesmo?
Soubemos de um evento especial(espacial?!)em Nimbin. O Mardi Grass de Nimbin acontece todo ano, no segundo fim de semana de maio. Tal Mardi Grass é o evento da Cannabis Sativa. Um dos mais respeitados do mundo, até pela polícia vejam vcs!
Fato é que a pequena Nimbin de 400 habitantes fica absolutamente abarrotada de DBGS(doidões, bichos grilo e simpatizantes, nos no caso éramos apenas simpatizantes…)do mundo todo. Hey de editar os vídeos e de tuba-los, nunca imaginei nessa vida presenciar a Hemp Olympix.Há hah ha ha aha…Não é possível dimensionar a palhaçada que foi aquilo, mas também muito mais politicamente correto do que se pode imaginar, também.
De Nimbim, fomos a Byron Bay encontrar Isis. Uma amiga da estrada, que nos recebeu muitíssimo bem. Byron é encantador no sentindo mais mágico desta palavra. Acampamos em Clarke’s Beache, onde a cozinha do camping tem uma vista tão privilegiada da praia, que certa manhã dividimos a cozinha com uma equipe de TV, que justamente registrava tal fato. Foi nesse camping que conhecemos os espanhóis e os suissos:Nacho, Fernando, Gianina e Claudio.E também um casalzinho alemão muito jóia, o Johnas e a Teresa. 
Pouco soubemos deles entre churrascos e cervejas, a maior coincidência entre nós além da condição de backpakers era o fato de todos gostarmos de conversar, fosse em que língua fosse. Começavamos em inglês, mas depois de algumas cervejas misturamos um pouco de cada. Outra coincidência erem três corações partidos em pleno processo de cura. Nacho rompeu com a namorada e decidiu viajar, passar 6 meses fora. Porém com duas semanas de antecedência Fernando, também rompera com “su amada”, telefonou para Nacho e decidiu ir junto. Gianina estava de férias e seu namorado estava visitando a família na Itália, Claudio um amigo do casal também estava de coração partido, e assim se fez a história desses quatro viajantes. Johnas e Teresa são um casal assim como nós, talvez uma década mais novos….
Isis está trabalhando em um escritório de turismo.600 mil turistas passam por Byron Bay cada ano e são sua maioria backpackers. Lugar chique de famosos descolados Byron abriga casas de milhões de dólares no sentido mais plural no tocante ao valor, e mais singular no sentido da quantidade de casas. A natureza é preservada, todos surfam, e todos tem seu lugar ao sol. Na primeira manhã que fomos caminhar na praia fomos surpreendidos por golfinhos brincando nas ondas daquele mar água-marinha.
Como Isis esta no ramo, além de ser uma viajante com um histórico incrível, nos deu dicas ótimas para seguirmos nossa viagem rumo ao norte.De Byron seguimos para Noosa, uma bahia fantástica onde todas as casas parecem ter o quintal para a água. Muito bonito. Passamos por surfers paradise, mas não recomendamos, tampouco Golden Coast. Não tem identidade muito definida esses lugares. Passa a impessão que foram atacados por uma orda de turistas consumistas enlouquecidos e melados de óleo bronzeador fator -190… Estranho.
Town of 1770 ganhou esse nome porque no dia que o Capitão CooK(descobridor oficial da Austrália) passou por lá devia estar sem muita paciência ou criatividade, e assim batizou a ponta de uma península que começa em Agnes Watter. Foi uma das dicas mais preciosas; foi de lá que pegamos o barco para conhecer Lady Musgrave. Uma ilha no começo da grande barreira de coral, o ponto mais próximo da costa( e foram 90 minutos de barco rápido, só de ida). Vocês sabiam que uma ilha pode ter um lagoa maior que sua dimensão de terra?? Bom, eu não. E é em tal lagoa de corais que fizemos o snorkel mais colorido e diversificado de nossas vidas. Corais negros com pontas azuis; vermelhos, amarelos, cérebros, peixes de todos os tamanhos, formatos e cores. Tinha tartarugas e pepinos do mar. Nos disseram que não era raro aparecer arraias gigantes por lá. Para quem aguentou a água fria o mergulho durou até mais tempo. O que infelizmente não foi meu caso, o pacífico é bem mais frio que o atlântico(pelo menos nos pontos que conheço…)


Na volta passamos em StradBroke Island, um paraíso a 1:30 de carro de Brisbane. Uma ilha linda, limpa, pouco povoada e que não precisa de muito para despertar suspiros e ataques de preguiça.Estamos agora equipados com óculos de natação(lembracinha de Noosa) e não me lembro quando foi a última vez em que brinquei tanto no mar como essa tarde em Point Lookout, a praia onde estacionamos a nossa van. Se alguém ouvisse, sem prestar muita atenção, teria certeza de que se tratava de duas crianças. Certamente estranhariam o tamanho da barba desse menino, eheheheheheh.
Ainda no caminho de volta passamos em Byron para despedir-mos da Isis, querida. Fomos convidados para ficar na casa dela. Lá conhecemos Maria, a mãe ; Pascal o irmão e Vick. Uma kiwi (new zelandesa) fofésima e muito louca também. As duas nos receberam, tomaram um shot de vodka com suco e as cinco horas, de uma tarde que ventava um vento frio de temporal, as duas pularam da ponte, num rio em que juraram tinha agua até morna … Eu filmei tudo, bem sequinha.
- Hoje tem uma festa, querem ir ? ”It’s in the bushies ! ” -Tentador, não ?
Fomos todos na van e o Marco estava tenso por que tinha assinado um contrato que impedia dirigir em estrada não-asfaltada . E o caminho era assim : uma baita pirambeira estreita, a noite, de terra depois de ter tomado uma boa chuva…Mas fomos bem e conseguimos subir quase até o topo, faltando apenas 1 km pra chegar na festa . Esse último trecho era muito inclinado e a van não tinha aderencia suficiente para encarar ! Deixamos estacionada numa recuo da estrada e seguimos viagem para cima .
Quando vimos o que tínhamos que subir, só não desanimamos porque logo apareceu uma carona de um cavalo, digo de uma caminhonete branca. O temporal seguiu para o mar e nós para o alto da montanha. Na festa não tinham 50 pessoas, a música feita pelos próprios convivas. Melhor impossível, uma fogueira para espantar o frio e a vista da península com o farol. Cada um levou sua bebida, dançamos, conhecemos gente, enfim balada da boa.
Seguindo na estrada escolhemos um lugar onde apreciar a lua cheia. O eleito foi Port Maquire….A foto fala mais do que posso expressar…
Seguimos para Blue Montains, já perto de Sydney, e lá passamos duas noites. Blue Montains é lindo e completamente diferente da primeira parte da viagem. O visual é um misto dos cânions de Aparados da Serra, no sul com os platôs da Chapada dos Guimarães. Bem bonito, tanto quanto frio. Fizemos uma trilha, aliás as trilhas que eles fizeram nesse lugar, as atrações que eles criaram sem agredir o visual original é de tirar o chapéu. O tal turismo sustentável: Existe e funciona.


De volta à Sydney, matamos saudades de nossos conterrâneos. Que só para variar um pouco nos receberam hyper, mega, ultra bem…E uma caixa de cerveja depois(dessa vez com risotto)fomos dormir com um certo pesar no coração de deixar a Austrália. Para conhecer esse país, de um modo mais profundo, são necessarios seis meses, assim diz o guia. É um ótimo motivo para voltarmos aqui algum dia. Porém acordamos com uma enorme curiosidade em relação ao nosso próximo destino:Nova Zelândia. Toca pro aeroporto!





