NAVEMUNDO

1 bilhão e 300 mil em seis mil….

Lembra daquele conto da cigarra e da formiga… Então, chegamos no formigueiro.Senhoras e senhores com vocês: China!

Eles são muitos, há muito tempo.E trabalham 360 dias (oficiais) por ano. Não, os chineses que vivem aqui na China não sabem o que são férias remuneradas. Aqui será provavelmente o país mais rico do mundo, mas ainda o mais populoso. Ou seja, também há muita miséria.

Diz a tradição que quanto mais membros uma família possui sob o mesmo teto,(tradição chinesa)mais boa sorte essa mesma terá. Já o governo chinês impôs uma pesada multa para quem quiser procriar mais do que uma vez nessa vida.

E essa criança terá que aprender pelo menos outra lingua, (mais comercial) e lógico, deverá ser fluente. Para isso estudará fora do país, se a família é lógico puder arcar com os custos. É impressionante o número de crianças que são criados pelos avós enquanto seus país estudam em algum outro canto do mundo. E quando voltar tem que estar atento às suas conquistas em relação a sua idade,e a preparação de seus filhos, pois hoje ele tomará conta de seus pais, e seus filhos seguiram essa cadeia de previdência privada chinesa até Deus sabe quando….

Formiguinhas fumam, desesperadamente. Em viagens de fim de semana usam roupas sociais. Pois é essa que eles tem. E me lembro bem, quando eu e o Marco de férias num hotel no meio da floresta amazônica estranhamos quando na outra ponta do rio aponta aquele navio… Cheio deles, TODOS com roupas sociais (em pleno calor da floresta amazônica). TODOS de celular na mão, óculos e fumando… Parecia uma invasão do paraíso, por figuras que hoje entendemos muito melhor, daqui de dentro do formigueiro.

Naquela mesma ocasião, o jantar, bem como todas as refeições daquele hotel, servidos no esquema de buffet.(No meio da floresta,nem tinha muito para onde correr…) Fazíamos as refeições todas lá. E me lembro do desespero de uma carioca tentando avisar a Dona Formiga que pudim de leite não ia em cima do peixe…Mesmo estando na sequência do buffet…Confesso que ficamos observando qual seria a reação dela quando se desse conta da mistura dos sabores, pois mesmo acrobática, nossa amiga não conseguiu evitar a estranha mistura…. Qual o quê?! D. Formiga comeu com tanto gosto que deve até ter repetido. E hoje, se ela nos visse nos restaurante do formigueiro sentiria-se compreendida. Ahá, pensou que eu diria vingada,né? Não meus caros… Açucar com salgado,Molho de camarão por cima da costela de porco, Sopa de cabeça de cobra com barbatana de tubarão ( -Juro por Deus!)espetos infinitos de todos os outros insetos (incluindo, lógico as formigas. eheheheh)são comida para eles.

Mistérios de uma cultura com mais de seis mil anos meu amigo….

Do Eclipse aos Glaciares !

Será que estou escrevendo muito sobre a Mongolia ? Mas o que posso fazer , se cada vez que abro a pagina do blog para atualizar alguma coisa, me lembro de alguma passagem incrível naquele país..

De qualquer maneira vou terminar a expidição ao Oeste, que disse que tinham 3 partes .

A segunda, foi o trajeto que fizemos De Bulgan, no Sudoeste Mongol, até Altai 5 Bogd, que é a fronteira entre a Russia, Mongolia e China . Para mim, foi a melhor parte da viagem .

O Oeste Mongol possui uma enorme concentração de Kazhaks . Sim, eles mesmo do Kazakstão . Quando na decada de 20, os Soviéticos fizeram a fronteira da Mongolia, esqueceram de avisar as diversas tribos Kazhaks que ali não era mais o país deles….Eles não avisaram e os caras não saíram, de modo que tem muito mesmo por lá . Na verdade, a cidade de Olgy, é reconhecida como um dos melhores lugares para se ver a antiga tradição Kazhak . E fica na Mongolia .

Nosso objetivo maior era uma viagem a cavalo de 2 dias até a a montanha mais alta da MOngolia, o Pico Khuiten . Junto com mais 4 montanhas nevadas formam o que eles chamam de 5 Bogd, ou 5 picos na tríplice fronteira .

Uma noite antes, dormimos com uma família Kazhac em seu Guer . Foi uma experiencia incrível . Aqueles não estavam muito acostumados a ver turístas, e constantemente entravam no Guer para simplesmemte nos olhar . Entravam, sentavam e não diziam nada . Apenas ficavam olhando atentamente a tudo o que fazíamos . A certa altura, outras famílias apareceram e se juntaram aos demais expectadores, formando a certa altura uma platéia de 15 pessoas !

No dia seguinte, montamos os cavalos e fomos para a trilha que levava a montanha . O plano era ir a cavalo, dormir lá, e voltar no dia seguinte . O local era uma especie de pré – acampamento base para aqueles em expedição ao topo do Kuiten . Fica a aprox. 3000m de altitude, sendo que o pico se eleva a 4373 m.

O caminho de ida foi sensacional . A trilha acomanha um rio entre um vale de montanhas verdes e lagos azuis turquesa . Mo meio do caminho apenas Ovoos e alguns viajantes voltando do acampamento . Nossa primeira visão do local foi de cima de um mirante, apos 3 horas de cavalgada . Um maciço de montanhas nevadas, bem mais alto do que todas ao redor, apareceu branco, nevado, com um enorme glaciar, o Potanii descendo de suas enconstas . Na base desse maciço, um pouco afastado, aquele mesmo rio corria por entre as pedras, fornecendo agua para as cerca de 30 barrcas que ali estavam . Mesmo com esse número , o lugar é suficientemente grande para passar a ideia de contato extremo com a natureza, sem a poluição visual e sonora que muitos turistas trazem . No lado esquerdo do local, podiamos avistar 2 Guers protegidos por montanhas às suas costas . Decidimos ver se poderiamos dormir nos Guers, ou montar as barracas por ali, dado a posicao privilegiada .

Demos sorte , e conseguimos um dos guers para nosso grupo . O restante do dia, aprovetamos para explorar a regiao e aproveitar a vista e a atmosfera do local .

Passamos a noite ali, de frente para os maiores picos do país, com uma Lua maravilhosa que saiu enfeitando a cena, se colocando caprichosa, logo a cima de uma dos picos mais bonitos da cadeia de montanhas .

No dia seguinte, voltamos para o acampamento Kazhak, para mais uma noite com a família, antes de pegar a estrada de novo, agora rumo a Ulaan Bataar.

Expedição ao Oeste !!!

Nossa segunda viagem pela Mongolia aconteceu apenas 1 dia e meio depois que chegamos do Deserto de Gobi . Sabíamos que no dia 1 de agosto no extremo oeste do país aconteceria o eclipse total do Sol, por 2 min. e 04 seg. O problema é que Bulgan fica a aproximadamente 1600 Km de Ulaan Bataar , o que para os padrões das estradas Mongóis é uma eternidade . Resolvemos enncarar um roteiro de 29 dias, rumo ao extemo oeste do país . O plano era assistir o eclipse em Bulgan, chegar até a fronteira oeste com a Russia e a China, e voltar pelo norte do país, passando por diversos pontos interessantes . O Oeste não é uma região muito frequentada por turistas . Mais pela distancia e falta de infraestrutura do que por falta do que fazer . População de etnia Kazhak, caçadores com águias, a montanha mais alta da Mongolia numa cadeia de 5 picos nevados, glaciares e lagos turquesas, são apenas algumas das atrações que encontramos . Foi uma verdadeira expedição, muito mais longa , distante e exótica do que a primeira . Vou resumir a viagem em 3 partes para não me extender muito .

Rumo ao Eclipse !

A primeira parte da viagem, foram os 9 primeiros dias que culminaram com o eclipse: de 24 de julho a 1 de agosto . No meio da caminho, dormimos a maior parte do tempo em barracas, armando e desarmando o acampamento todos os dias . Dormimos entre vales, no meio das montanhas, proximos a rios num ambiente bem mais verde e cheio de vida do que no deserto . Mas mesmo assim, por alguns dias ainda viajamos por enormes estepes secas e sem vegetação . Fomos para o oeste pelo sul do país, beirando a parte norte do Gobi, o que explica esse cenário .

Chegamos em Bulgan no dia 31 de agosto, um dia antes do grande dia ! A exitação estava grande ! No nosso grupo estavam um casal de americanos, Richy e Talia de 55 anos de idade, que pararam de trabalhar aos 45 e estavam viajando o mundo desde então, uma americana de 30 anos, que passou os últimos 10 meses estudando chines na China, a Amy e um japones de 65 anos, Komaki-Sam,  nosso Jedi Master, um autentico eclipse hunter, que estava indo para seu oitavo eclipse total do sol .

Nesse dia assistimos a um Mini-naadam formado como parte das festividades do eclipse . Estava lotado ! É impressinante quantas pessoas são fanáticas pelo evento, percorrendo o globo para ver todos os casos possíveis . Como nosso Jedi Master…

O mini-naadam que encontramos em Bulgan foi organizado pela prefeitura, jê prevendo o enorme fluxo de turistas que ali estariam em função do Eclipse.  Assistimos  a chegada do cavalo vencedor, na corrida de cavalos que foi bem mais interessante do que no Naadam em Ulaan Bataar, pela proximidade que estávamos dos cavalos e seus jóqueis-mirim . Pude ver claramente a chegada : era um criança de aproximadamente 6 anos de idade, vestida de amarelo com um chapéu pontudo, montando um cavalo sem sela e sem estribo . Com o corpo totalmente inclinado para trás, batia com uma corda sob o lombo do animal para  ganhar mais velocidade, e cruzar a linha de chegada como vencedor !!! Pudemos ver os mesmos gritos estridentes e a mesma agitação dos mongóis, que algumas semanas antes tinham me contagiado no Naadam oficial .

O dia seguinte passamos nos preparando para o Eclipse . Com a ajuda do Komaki, fiz um filtro para minha lente usando cartolina e filme fotográfico . Posicionei minha câmera sob o tripé e esperamos o evento começar . Difícil descrever a sensação . No início, era apenas o sol ficando menor . Mas a medida que a lua foi se posicionando entre o sol e a terra de maneira mais significativa, tive a exata noção de nossa posição na terra e dos astros ao redor, de uma maneira dinâmica e consciente . A noção de que somos parte de um sistema muito maior, importante e inteiramente conectando entre si . Fui tomado por uma sensação de profundo respeito pela natureza como uma divindade, que também está dentro de nós . E, quando o eclipse foi total, e o sol ficou negro por dentro e iluminado por um anel ao seu redor  . Quando tudo ficou escuro e o anel de fogo brilhou no céu, toda a sensação que descrevi foi coroada por uma visão fantástica, como um efeito especial de filme de ficção, só que natural, real ! Nesse momento, todos gritávamos de emoção e excitação . como um êxtase que foi crescendo até atingir seu ponto máximo .

Deserto de Gobi !

A primeira viagem que fizemos foi um roteiro de 8 dias pelo deserto de Gobi, no sul da Mongolia . O tour que pegamos incluía um motorista e uma assistente tradutora, que além de cozinhar nos acampamentos, resolvia uma série de questões práticas entre nós e as diversas pessoas que interagimos no caminho . Mesmo eu que sou um defensor da viagem independente, onde voce necessariamente resolve e planeja todas as questões, tenho que admitir que na Mongolia essa estrutura ajudou muito .

Nossos dias eram basicamente, dirigir entre um ponto e outro, conhecer os locais mais interessantes e procurar um local para dormir . Algumas vezes armávamos acampamento no meio do caminho, e outras dormíamos com as famílias nômades em seus Guers . Para ser mais exato das 7 noites, 5 dormimos em Guers e 2 dormimos em barracas . O acampamento era bom por ser tratar de lugares 100% selvagem . Estavamos só nós e um enorme céu estrelado . Mas a experiência com as famílias foi de longe um dos pontos altos de toda a viagem pela Mongolia .

O Gobi em si, não é muito parecido com nosso imaginário de deserto em geral . Em 95% do tempo , ele se mostra como uma enorme e plana estepe desértica, com vegetação rasteira ( pequenos arbustos com aproximadamente 10 cm do chão) . Tanto é que os pontos mais interessantes são justamente os que quebram essa monotonia na paisagem .

Enormes fendas e falhas nas rochas vermelhas formando impressionantes paisagens, estreitos cânions por entre montanhas que de tão altas impedem a passagem do sol, enorme dunas de areia que se movem com o vento e camelos desfilando ao redor . Essas pérolas são realmente interessantes e valem a pena toda a rigidez que é viajar por um terreno tão inóspito . Raramente encontrávamos água no caminho . Tomamos 1 banho propriamente dito em 8 dias . O resto foram rápidos banhos de garrafa plástica em

pequenos riachos e muito lenço umidecido. A viagem em si, vale por todo o contexto . As paradas nos vilarejos, as refeições, as noites com as famílias e seus hábitos . Mas para destacar qual dos pontos “turísticos” mais gostei, foram o cânion de gelos eternos – Yolyn Valley e as “singing dunes” ou  Khongor Sand Dunes .

O primeiro é um pequeno rio que corre por um vale esteito formando um cânion entre altas montanhas .De tão estreitos em alguns p ontos, impedem totalmente a passagem do sol , e na maior parte do ano pode-se encontrar gelo no meio do deserto de Gobi . Conforme fomos andando dentro do cânion, a visão daquelas montanhas ao redor foi ficando cada vez mais dramática e imponente . De repente, no meio do caminho uma pedra rolou e quase me acertou . Vinha de cima e quando olhei eram duas cabras selvagens, caminhando pela crista das montanhas . Simplesmente maravilhosas, com enormes chifres curvos formados por anéis, deram o ar  da graça e tornaram nossa trilha ainda mais especial . Até por que não aparecem sempre, pelo que nos informaram depois .

No dia seguinte, decidimos ficar mais um dia e fizemos um passeio a cavalo, que para mim foi um dos mais espetaculares dos que já fiz . Em vez de andar pelo interior do cânion, decidimos cavalgar pelas montanhas em trilhas que os locais usam para ir de um ponto

a outro do vale . Foi simplesmente inacreditável andar a cavalo na crista das montanhas, em terreno

s realmente inclinados e acidentados . Ora estávamos no topo, ora estávamos na base das montanhas ! Fizemos um lanche num dos pontos mais altos de toda a cadeia de montanhas , para descer no fim do dia,

após 6 horas a cavalo, cansados e maravilhados com aquela experiência .

As dunas, ficam no extremo sul do deserto, e também o ponto mais longe do nosso roteiro . De lá rumamos novamente para o  norte sentido Ulaan Batar que alcançaríamos 4 dias depois . No caminho para as dunas, pudemos ver claramente sua posição, no alto de um platô . Uma extensa e encharcada faixa de vegetação antecede toda uma cadeia de dunas de areia fina, formando um visual ainda mais exótico, com o verde e alguns animais pastando, e as enormes e imponentes montanhas de areia ao redor . São realmente grandes . Podem atingir facilmente 40 m de altura

. O guer que estávamos dormindo ficava atrás da área verde . Para cruzar essa extensão, montamos camelos ! Os animais são enormes e a “rédea”( uma faixa de couro gasto..) é presa num pedaço de ferro enfiado no nariz do coitado do camelo . No começo fiquei todo cuidadoso para não machucar o pequenino, mas quando percebi que ele estava começando a fazer o que queria, percebi que não era bem por aí . Principalmente quando vi a “guia” que era a filha mais velha da família, manejando com força a surrada faixa de couro . Entendido o recado, a graça do passeio estava no ritmo lento e sacolejante do andar, e nas vezes em que meu camelo coçava seu próprio nariz na primeira das corcovas, entortando o pescoço para trás, e soltando longos suspiros . Dava pra ver que claramente não queria estar ali…

Chegamos no pé das dunas  e subimos com dificuldade e excitação aquela enorme montanha  . Não foi fácil pois cada passo que afundava fazia o esforço render cada vez menos . Mas a vista compensava cada gota  de suor que escorria da minha testa . O sol estava se pondo, e a luz oblíqua mostrava as formas arredondadas das dunas, em lindas imagens . Decidi ir sozinho até uma parte ainda mais alta e isolada das dunas  . Lá de cima todo um novo vale de areia apareceu com diversas formações ainda intocadas, sem  nenhuma pisada para distorcer a forma exata da paisagem . E ali em cima, na crista daquelas dunas, o vento começou a soprar formando uma fina camada de areia se soltando da ponta afiada das dunas, numa imagem difícil de esquecer .

De lá desci correndo em enormes pulos na encosta da montanha de areia . Pulos que de tão inclinadas que eram as dunas, me faziam sair por alguns segundos do chão, até enfiar quase que metade da minha perna na areia, preparando para um novo salto . Foi o fim de um dia glorioso, com o por do sol nas dunas, iluminando de dourado os Guers que seriam nossa casa naquela noite !

Viajando pelo interior !

Viajar pela Mongolia é sinonimo de chacoalhar por horas a fios dentro de um 4×4 . Na verdade agora existem opções tipo a Guer to Guer que em vez de carro, vc viaja de camelo, cavalo ou a pé . Mas na verdade essas distancias são pequenas . Para se conhecer regiões mais distantes , não tem jeito . Vai passar algumas horas relembrando suas musicas no MP3 player .

Mas a recompensa é mais que compensadora . A vida outdoor na Mongolia se desdobra na sua expressão máxima . Km e km de paisagens virgens . Horas a fio sem encontrar nenhuma sombra de turistas . Montanhas, desertos, neve, glaciares, florestas, lagos turquesas, vida animal ! E se cansar de dirigir, é só negociar de dormir na companhia de alguma família nomade no caminho ( e desfrutar de sua hospitalidade ) , ou simplesmente parar, armar acampamento e dormir ali mesmo, sob um dos ceus mais estrelados que ja vi na vida . Longe de tudo e de todos !

Mulheres e canções, crianças e cavalos…

A mulher mongól é ímpar na história do mundo.Conhecemos casos de mulheres que fizeram a diferença na história de seus países, até mesmo mundial. Personagens com características fortes e histórias de vida marcantes. Porém a mulher mongól tem um papel fundamental na cultura de seu povo.

Uma sociedade matriarcal diferente pois, papéis aqui são muito definidos como em qualquer sociedade tribal. Prevalecendo os homems nas posições de maior respeito.

Pense numa mãe que põe seu filho de apenas três anos de idade montado em pêlo num cavalo para percorrer uma distância de até 30 km, onde o cavalo pode até morrer de exaustão no meio do caminho. Lá foram os direitos humanos estabelecer a idade mínima de 7 anos, a contra gosto do povo em geral…

A mulher mongól participava das batalhas como igual, em responsabilidades e habilidades. Dos filhos de Chinggis Khan, os líderes que se destacaram foram, de longe suas filhas. O Grande império Mongól por ele conquistado, começou a ruir a partir dos domínios e governos de seus filhos e netos homens. Não que tenha ruído por conta disso, mas ainda assim um fato curioso.

Quem canta seus males espanta. Sim o povo daqui parece Phd no quesito cantoria. Eles cantam para tudo. Ao acordar de manhã, para ordenhar o rebanho, para bater o qualho, para fazer o fogo…. Eles tem música para todos e todas as situações. Os tuvanis por exemplo, uma minoria que habita próximo a fronteira noroeste com a Russia, desencolveu uma técnica de canto que usa as cordas vocais como verdadeiros diapasões. Criando uma música única e fascinante. A família que gerencia a guest house onde ficamos em Ulaan Bataar, a Khongor guest House também é uma família de músicos. Degui, a mãe é dona de uma voz aguda e elegante, e Khongor o filho mais velho é um instrumentista virtuoso e dedicado, Morin Khuur é um instrumento parecido com um violino, ou com a nossa rabeca. Quase todas as músicas são inspiradas ou na natureza ou nas histórias de Genghis Khan. A vastidão da Mongólia parece o cenário perfeito para manisfestações musicais dessa natureza. E os clipes musicais aqui exploram bastante isso, cenário, natureza e cenas do cotidiano nômade.