Meio do atlântico 12/02/09
Estamos voltando ao lar senhora e senhores…!
Depois de um ano fantástico. Imaginável, até onde a percepção de então poderia alcançar.
Tivemos um momento ontem, a caminho do aeroporto de Bangkok bem interessante…. Começamos a soltar palavras , nomes, acontecimentos que estalaram em nossa história e depois disso sabemos que nunca mais fomos os mesmos.
Tudo começou nos Estados Unidos… Mas até então não tinhamos sacado a grande diferença que seria uma Asia em nossas vidas. Por exemplo, hoje sei que aquele Indiano maluco do meu primeiro post não era assim na verdade tão maluco… Ele era só indiano. Eles desconhecem e estranham casamento por amor, e as mulheres na India tem um papel subserviente mesmo. Quando escapam a esse perfil, são consideradas subalternas sem vergonhas, triste mas realidade, pelo menos, para a maioria do Indianos… homens e mulheres, são em sua grande maioria machistas.
Mas se parar para pensar onde extamente me dei conta do que estavamos fazendo… Da grandiosidade gerada pela distancia de meio planeta terra longe de casa, diria que foi no Japão. Entre as sakuras e toda a delicadeza da tradição high tech que envolve o Japão e seus japoneses, tão lindinhos…
Venice foi legal, mas não tão diferente quanto estar em meio a milhares de pessoas e de kanji (caracteres janoneses) piscantes e aluucinantes em qualquer direção, como num vídeo game. E realmente me sentir submergindo no que eu hoje identifico como uma viagem á minha natureza, humana inclusive.
Pois o mais fantástico dessa história toda de estar em outros lugares, sentir outros sabores e odores e desenrolar a língua em palavras nunca dantes sonhadas… O melhor disso tudo foi sem sombra de dúvida as pessoas. Pois estando sempre no mesmo lugar não temos a oportunidade de analisar a nossa condição e condicionamento dentro da entorpecedora rotina.
Por exemplo, a camainho do mesmo aeroporto de Bangkok, estávamos atrasadissimos, com certeza deve ter acontecido algum acidente ou coisa que valha um engarrafamento daquela proporção. E eu, que já estava ansiosa pelo atraso fiquei ainda pior quando o Marco começou a expressar a ansiedade dele. Fui bombardeada por pensamentos do tipo: – Meu Deus do céu motorista… – ME DÁ AQUI ESSA BUZINA!!!! (Calma!)
Foi quando me toquei que ninguém estava buzinando. E me senti envergonhada por um momento de meu equivalente indiano, chinês ou nepali de motorista, que tanto critiquei.
Estando em meio a tantos da minha espécie sim, mas de costumes tão diferentes, entre si inclusive, pude ver mais quem sou eu, do que quem são eles apenas.
¨Alma não tem cor, porque eu sou branco. Alma não tem cor prque eu sou negro …Percebam que a alma não tem cor, ela é colorida ela é multicor¨ Já escreveu o André Abujanra.
Tivemos contato com as maravilhas do mundo e também com suas misérias. Todos trabalhos do bicho homem, com excessão das expressões grandiosas da natureza.
Deus, Vishnu, Budha, Alah, Yawé, Om, etc também foram os nomes dados por nós, macaquinhos espiritualizados, para a grande força salvadora que nos resgata e redime de todos os nomes opostos, que também batizamos.
Vimos dinheiro que não conseguimos quantificar, até tentei, mas não consegui. Mas sei também que existe umas sombras, as quais sou eternamente grata por não dimensionar.
Descobri que ninguém no mundo gosta tanto de sal quanto nós, ¨Brasais¨ e que ninguém vai nunca descobrir qual povo dessas bandas do oriente são o mais ¨picante¨.
Que a idade é sem dúvida alguma um valor. Que tem o peso que atribuirmos á ele. É diretamente proprocional ao nível de prazer que realizamos em nossas vidas. Já conheci adolescentes ¨velhos¨ e tantos coroas de riso fácil.
É difícil dizer onde nos perdemos em busca da felicidade. Já ouvi dizer que a felicidade é o caminho e não o fim, o que nos dá uma perspectiva melhor. Mas também li um texto fantástico sobre a normose de Pierre Weil, que é bem esclarecedor em relação ao padrão corrosivo que esta inerente e escondido em cada rotina, cada uma delas.
No Nepal, também existe uma infinidade de etnias e religiões convivendo, lado a lado. Muitos tibetanos refugiados, muito hindu e muçulmanos, tem até alguns cristãos… Existe harmonia e respeito entre eles. Até mesmo em Kaosmandu, tudo acontece mas ninguém realmente se estressa. acham até graça quando alguém perde as estribeiras. Porque sabem que não adianta. E que o stress só faz mal, ¨bad Karma¨ a quem o realiza.
Dessa experiência toda que tivemos podemos concluir algum fatos. Que apesar das mazelas criadas e sofridas pelo homem, existe um sentimento comum a todos nós, humanos, que nos localiza em alguma parte da pirâmide de Maslow. E idependente da cultura ou religião :¨O ser humano é criativo, auto-reflexivo, escolhe e decide¨ Mas eu, atrevidamente adicionaria uma outra característica. Que é melhor traduzida num inglês carregado de sotaque que muito me agrada personificar, onde transcrevo como se fala:
¨Everibódi just wanna to be appy!¨
03-os-alquimistas-estao-chegando






