NAVEMUNDO

BOOmbay!

    Vcs jah devem estar acompanhando… Tah tudo baguncado em Mumbay…

    Fugimos para Goa!E aqui tah bom como o litoral do nordeste brasileiro.So serviu para aumentar a saudade.

    Marcao curou de um febrao e eu peguei um piriri b’asico, agora sim podemos dizer que passamos pela india!

Varanasi o limbo na terra.

A percepção de Varanasi dá se em meio a uma fumaça constante que parece permear a tudo aqui. Fumaça das cremações infinitas na borda do ganges, fumaça dos automóveis, dos cigarros, dos chilons, das barracas de comida, uma bruma que te envolve e entra nas suas narinas, envolve todo teu corpo e teus cabelos.Pousa sobre teus olhos que então pode perceber as linhas suaves que formam o desintegrar de prédios e templos em meio a multidão de pessoas e animais que circulam num caos antigo. E quando estiver totalmente intoxicado pela fumaça e barulho e ainda assim calmo, perceberá em meio a essa hipnoze que então alcançaste BENARES!

A Índia não é um país extamente turístico. Tem maravilhas e desgraças convivendo ali, lado a lado na vida diária. Hinduísmo, jainismo, budhismo e islâmicos convivem num caótico trânsito que desafia as leis dos homens e da física.E as buzinas obrigatórias não produzem o efeito desejado. Exauridas em si própria, intengram-se ao cenário atemporal e até místico.

Varanasi era um lugar que há muito já tinha chegado aos meus ouvidos, e informações de toda a sorte. Louco, sujo, colorido, espiritual,assutador e encantador. E Benares é tudo isso mesmo. Benares é o nome original de Varanasi, se é que posso usar esse termo, pois é também uma das cidades mais velhas do mundo que seguiu continuamente habitada. Fora haver história nesse lugar datada de mais de cinco mil anos. Todos adjetivos encontram par num lugar como este, menos tranquilo.

Shiva é o lord de Varanasi, e uma das principais entidades do trimurti hindu, juntamente com Brahma (o criador) e Vishnu (o sustentador). Shiva é o destruidor e seu nome em sânscrito significa ¨o sortudo¨. As pessoas que vêm à Benares em peregrinação tem como objetivo maior aqui morrer. A destruição de lord Shiva é de função regeneradora. Destruir o velho para que Brahma possa atuar. Curiosamente análogo a carta da morte do tarô, que tem o mesmo significado e trata-se da última carta, cujo fim se faz necessario para um novo recomeço. Os que aqui desencarnam, segundo a tradição deste lugar, alcançam sua moksha, que é a libertação do ciclo de morte e renascimento nesse plano (conhecido como samsara). São cremados os corpos para purificá-los, e então suas cinzas são varridas para o Ganges. Mulheres grávidas, crianças, sadhus e animais não são cremados pois são considerados puros. Criminosos e vitimas de doenças infecto-contagiosas serão purificados pelas águas sagradas do Ganga. E todos, sem exceção, cremados ou amarrados a pedras são levados pelo rio que sai do topo da cabeça de Shiva.

E toda a manhã os ghats que são as escadarias de acesso ao rio, estão lotadas de hindus que vêm para se banhar, escovar os dentes, lavar roupas, lavar búfalos, lavar seus pecados. Por fim decoram as margens do Ganges com roupas brancas e ocres, e sarees de todas as cores. Ficam ainda mais coloridos com o sol que, quando vence a cortina de fumaça e consegue despontar lá pelas sete da manhã assiste e ilumina todo o espetáculo diário e milenar do Ganga.

A Trilha dos Annapurnas

Passei 16 dias andando para percorrer 211 Km ao redor de uma das cadeias de montanhas mais famosas do Mundo . Famosa por que o Annapurna I, com seus 8098 m. de altura, foi o primeiro pico acima dos 8 mil metros a ser escalado em toda a história do alpinismo, por um Frances chamado Maurice Herzog, no ano de 1950 .

A trilha se chama Cirquito Annapurna . Se trata de um caminho ancestral usado pelos locais para se locomover de um vilarejo a outro, nessa região . Isso inclui passar pelo Thorung La, que é um passo de montanha que se ergue a 5416 m. de altitude !!! O que é muito, quando se pensa que acima de 3000 m., todos estão sujeitos a sentir o Mal de Altitude, causado pela falta de oxigênio para respirar .É 600m mais alto do que o MOnt Blanc na França e exige uma série de precauções e muita roupa de frio .

Deixei a Juliana no retiro de Yoga, e juntamente com o Sitaram, o bravo carregador que contratei em Kathmandu, deixamos Pokhara em um onibus local no dia 17 de outubro , e começamos a trilha a exatamente 800 m. de altitude, em Besi Sahar .

Basicamente, a trilha se divide em antes e depois de cruzar o Thorung La. Na primeira parte seguimos o vale do Rio Marsyangdi, subindo 4600 metros em dez dias . Depois do passo, descemos de novo até 800 metros, só que agora seguindo um dos vales mais profundos do mundo, carvado pelas águas negras do rio Kali Gandaki, até chegar a Naya Pull, de onde pegamos o transporte de volta para Pokhara . Essa trilha se faz geralmente em 16 a 20 dias . Nós fizemos em 16 ensolarados dias !!!

No começo, andamos em um clima quente e úmido,  onde todas as montanhas são cobertas por florestas com arvores típicas de um clima tropical . A medida que fomos subindo, a vegetação foi mudando drasticamente . A 4 dias do Thorung La, já não se via mais as florestas, o clima mudou para seco e predominavam os pinheiros . Estavamos andando pelas estações ! Deixamos o verão do início da trilha e agora nos encontrávamos em pleno outono. Tudo estava indo bem, e me sentia forte e disposta para encarar o desafio maior da trilha .

Chegamos no acampamento base chamado Thorung Phedi no nono dia de caminhada, as 9 da manha . Nesse lugar, que se ergue a 4450 metros, só existem 2 lodges, de modo que decidimos acordar bem cedo e garantir nosso quarto . Passamos o dia inteiro descansando e se preparando para o dia seguinte .

E não era para menos . Se trata de subir 1000 metros de desnível, de 4400 para 5400 metros, e depois descer mais 1600 metros até Muktinah, que fica a 3800 m. Caminhar em altitude é extremamente cansativo . Falta oxigênio e existem os perigos do Mal de Altitude, que se forem ignorados podem ser fatais . Na verdade, todo o ano morrem 2 nessa mesma trilha , em sua maioria carregadores que sem experiencia e qualquer equipamento adequado, se sujeitam a esforços inimagináveis para aproveitar a temporada de turistas e fazer algumas Rúpias..

Tomamos café as 4 e meia da manhã e as 5 estavamos dando os primeiros passos montanha acima . A primeira hora foi incrivelmente inclinada , cansativa e fria . As 6 horas da manha, passamos por  um alemão com um GPS, que nos mostrou que fazia ( fora o vento ) – 15 graus centígrados !!! Havíamos enchidos nossas garrafas com água fervendo . A essa altura estavam todas congeladas !!!

O sol começou a nascer e o visual foi ficando espetacular, com o contorno das montanhas delineados pela fraca luz do sol que chegava, e a lua ainda brilhava, crescente e sorrindo para nós, como que dizendo que tudo estava bem e que chegaríamos com segurança .

Acertamos o passo , e com um passada pouco maior do que meus pés, andamos devagar e sem parar até o passo, que chegamos felizes as 8 e meia da manhã  ! Passamos 40 minutos lá, andando na neve, e tirando as famosas fotos comemorativas ! Os nepaleses que estavam trabalhando nos grupos de expedições, a essa altura cantavam e dançavam, também felizes por terem atingido o ponto mais difícil da viagem . Agora, eram 5 dias seguidos de descida . Nesse dia, chegamos em Muktinah as 13:00 .

Daí em diante foi só descida . O ultimo grande esforço estava marcado para o penúltimo dia de viagem, quando subimos de novo a 3000. De altura, até Poon Hill, para assistir a um dos nasceres do sol mais espetaculares da minha vida . Poon Hill é um mirante de onde pode-se ver duas cadeias de montanhas . A do Dhaulagiri ( que tem 8…m. ) e seus irmãos menores, II, III e iV e toda a cadeia dos Annapurnas, terminando com o Machapuchare, o famoso fish-tail, que na minha opnião é uma das mais bonitas que já vi . A surpresa estava reservada para o final . Na noite anterior , em Ghorepani, aguardávamos o dia terminar para nos prepararmos para o último ataque, as 5 da manha do dia seguinte . Mas, estava tão absolutamente nublado, que  todos já arrumávamos nossas desculpas para auto-consolo . Quando abri minha janela as 4 e meia da manhã e vi de cara a constelação de escorpião limpa na minha frente, acompanhada por uma noite linda e sem nuvens, percebi que Deus havia ouvidos as preces de todos que ali estavam, e soprou bem longe todas as nuvens que poderiam ficar entre nós e as montanhas.

A medida que o sol foi iluminando com sua fraca Luz amarela e rosada, somente as pontas das montanhas mais altas quando tudo ainda estava escuro, o espetáculo foi ficando completo, coroando majestosamente, o final de uma trilha que foi nada menos que perfeita e inspiradora !

No dia seguinte. Andamos todo o caminho de volta e as 3 e meia da tarde do décimo sexto dia de trilha estava em Pokhara para reencontrar a Jú , cheio de coisas boas e novas para contar !

Kaosmandu! A estação intergaláctica.

Na estrada paramos por conta do tráfego, o trânsito caótico e o intenso fluxo de pessoas tem seus momentos de estrangulamento máximo e simplesmente param. Descemos do ônibus e seguimos a pé pelo meio do caos até o fim dele, onde encontramos um restaurante com uma vista magnífica do rioe adivinhe:cerveja gelada. Foi o momento perfeito para celebrarmos o aniversário de um dos Franz, o caçula do grupo completava 53 anos de idade. PROST!!
Nos deixaram próximos à nossa Guest House. ACME guest house (como nos desenhos do looney tunes) Um pouco bêbados e muito cansados chegamos por entre as ruas da estação espacial intergalática de Thamel. Centro turístico de Kathmandu. Com seres de todos os planetas misturando-se entre 538 mil placas de todos os tamanhos. E no meio de uma dessas placas encotraríamos a da ACME. Pois o endereço que constava no guia era o seguinte:Próximo à Kathmandu Guest House-Thamel. Só não desesperei por que um dos seres interplanetários tinha um mapa na mão, à quem eu fui pedir ajuda. Qual não foi minha surpresa que quando eu virei para o Marco para avisar da boa notícia ele não estava do meu lado? Graças à nossa altura (e sua mochila amarela) O localizei lá na frente, ascenando para mim e apontando para o mar de placas…- É aqui…. Graças à Deus!

Eu amo o caos do Nepal,al, al!!!

Quando cruzamos a fronteira da China com o Nepal

Acordamos cedo em Nhangmu,7 horas da manhã nesse lugar é escuro ainda.
Seguimos para a fronteira chinesa e lógico fomos os primeiros a lá chegar.Depois de uns quinze minutos chegou um grupo de seis austríacos e seu guia.Johanes, Franz x 2,Herbert,Wilma e Hans.Passamos pelos processos de saída e entrada no Nepal praticamente juntos.
Mas vale ressaltar a passagem a pé pela ponte que liga os dois paises.Numa manhã azul, cruzar aquela ponte por cima de uma cachoeira que cortava duas cadeias de montanhas pontudas e verdes. É verdade que passamos por inúmeras cachoeiras um dia anterior e nesse mesmo dia da chegada…Mas essa, a pé… Teve um ¨quê¨ de fantástico. Por um momento nos vimos sozinhos em cima daquela ponte,puxando e carregando nossas malas, e fomos tomados por uma excitação típica de duas crianças descobrindo algo muito divertido. A aventura de estar em cima de uma fronteira, com militares sizudos de um lado e pessoas de todas as idades e tamanhos em meio a vacas coloridas do outro, foi um de alívio extasiante… De repente nos sentimos mais seguros no meio do caos do Nepal do que no estado de sítio em que se encontra o Tibet.
Do outro lado da ponte o contraste entre a rigidez e o easygoing, entre o controle e a liberdade, entre os riqueza(emergente, mas ainda riqueza) e pobreza , entre caras fechadas e sorrisos era latente. Johanes nos ofereceu um tchai e espaço no ônibus deles até Katmandu, por 1000 rupias (U$13,8) fomos numa estrada minimamente segura e esplendorosamente verde até Katmandu.
No meio do caminho passamos por inúmeras vilas na beira da estrada inclusive.E levando-se em conta que esse país é 85% montanhas não foi de se estranhar que as plantações são cultivadas em terraços milenares nas encostas dos morros.Delineando horizontalmente em diferentes tons de verde a paisagem. Irrigadas pelas inúmeras cachoeiras ou até mesmo pelo caldaloso rio que corta o vale. Isso por que passamos por um vale. Dimensione isso por uma cadeia de montanhas que vem  do Himalaia ao norte e vai descendo até a planície indiana. Dando uma pequena porção de ¨planitude¨ ao sul do país.

Xian, a cidade maravilhosa da China

Nessa vida mansa(em Beijing…), quase nos esquecemos do nosso objetivo e demoramos para por o pé na estrada de novo. Antes tarde do que nunca rumamos á Xiang( pronuncia-se Sian). De trem,seis camas numa cabine, sem portas, 69 camas num vagão…

Novidade para nós, cotidiano deles. Tinham tudo preparado, um saco de pés de frango e 3 garrafas da birita local…Fizeram a esbórnia! Já de pileque, sentaram na cama do Marco, antes de dormirem até tentaram conversar com ele,algo do tipo -Você é meu amigo…

Mas como não rolava uma tecla ¨SAP¨ eles subiram a beliche e travaram uma conversa de cumadre (beldas,lógico) até altas horas da manhã… nem parecia que dividiamos o vagão com mais 60 pessoas que provavelmente também tentavam dormir… Graças à Deus estávamos com os plugs de ouvido, mas ainda assim tive pensamentos sociopatas até ser vencida pelo cansasso e finalmente dormir.

Chegamos em Xiang, cidade fantástica. Tem a cerca mais de 500.000 anos de história. Já foi a maior cidade do mundo. Seu nome significa paz ocidental, foi capital da China em mais de uma dinastia, tem um muro maravilhoso que abrigava uma cidade de 12km2 e hoje cerca tão somente o distrito histórico dessa cidade. Tem quase 10 milhões de habitantes e o maior internet bar do mundo( 3000 computadores). Tem no muslim quartier e no muro minhas atrações favoritas. Foi das cidades da China pela qual passamos a que eu mais amei, de longe.

Ficamos numa guest house muito bacana junto ao portão norte do muro. Chegamos no dia do aniversário do Marco, e nessa noite celebramos junto com dois israelenses, duas holandesas e uns seis ingleses. Guet House é sem duvida uma ótima dica para quem vai à Xian. Fomos à programação obrigatória dos Guerreiros de Terracota, que foi outra sandice megalomaníaca de outro imperador chinês, mas que assim como as outras:impressiona! Conhecemos o Allan, brasileiro que estava viajando com sua amiga polaca. Foi bom trocar uma idéia em ¨brasileiro¨ após 5 meses de estrada.

A chinesa e o yak.

As mulheres asiáticas são lindas, e sabem disso em sua maioria.

As japonesas são delicadas e perfeccionistas.Todas querem ser a versão asiática de Audrey Hepburn… As Koreanas são modernas, descoladas e elegantes. As mongols tem um charme atrás daquelas maças do rosto rosadas e lábios grossos, de uma delicadeza mais exótica, com o rosto mais redondo do que as japonesas e as koreanas. As tailandesas tem um focinho, um rosto que parece um gato, com linhas bem definidas e a boca pequenina que sempre alinha ao queixo pontudo…

Uma das minhas melhores amigas é sino brasileira. Filha de mãe japonesa e pai chinês, é de uma harmonia tão rara quanto a mistura de seus pais. Ela tem um rosto parecido com o das mongols, com os lábios grossos e rosto redondo, mas com os olhos nipônicos. Linda. Tanto que nem eu sei porquê, tinha um preconceito de que todas as chinesas seriam do mesmo naipe da minha amiga… Não sei qual é a etnia dseu pai. Mas confesso que as chinesas da china(onde a maioria é han) tem um rosto muito agressivo. Com ossos definindo um rosto todo anguloso, sisudas. Gosto é gosto e não se discute. Concluímos que ao nosso gosto elas são feias. lógico que tem as excessões mas a sinceridade me força expressar clara e definidamente o que senti ante a estética das chinesas. Feias.

O problema não é delas, certo? É meu. Tem muitos e infinitos fãs da beleza delas e os incomodados que se mudem. Mas… começou a acontecer dois movimentos interessantes.

O primeiro é que o Marco Aurélio é simplesmente o darling master aqui na China. É muito mais pêlo, barba, cachos, sombrancelhas e olhos árabes que eles estão acostumados. E tudo isso num ser só. Se usassemos os dois, uma cesta de frutas na cabeça, não chamaríamos tanta a atenção.

Homens e mulheres o elogiaram até…! Ele que era tímido teve que reagir ao tratamento de choque. E no final não só aceitava ser fotografado , como fazia poses e brincadeiras. Foi a premiere popstar do Marcão. E eu? Bom, no come,o fiquei um pouco encanada… Tudo que era mulher na rua, de qualquer idade parando ele e abraçando para foto, e tinha uma ou outra que se tocava que ele estava acompanhado, e comigo… Mas depois fui acostumando e já não me importava mais. Até me oferecia para fazer a foto com todas e o MEU MARIDO(!!! ops!!) no meio…. =P Só um bebê ou outro que as vezes começava a chorar quando via o Marcão, mas aí ele resolveu tirar a barba e tudo certo…

Maaasss o segundo movimento foi o mais estranho e realmente afetou minha auto estima. Quando perguntavam-nos de onde somos e respondíamos Brasil, fora as óbvias chamadas de Ronaldo, Kaká e ¨Ronaldino¨,começaram a me olhar e dizer que eu parecia…:

CHINESA!!!!

Como assim??? Tenho sangue indígena, tudo bem… No Brasil já teve um ou outro mané que me apelidara até de Neusa…. Aqui na viagem já  me imaginaram malaya…Mas eles próprios me tirarem de chinesa????      Confesso que fiquei maior deprê. Nem dizia mais que era do Brasil, e também não ficava mais perto das rodas de fãs do Marco. E entrei em crise de nacionalidade… Comecei a andar de calça legging e camiseta curta para o meu popozão não deixar sombra de dúvida que eu num tenho nada a ver com as asiáticas( que são a única raça no mundo que as costas termina nas pernas…) Depois que o meu senso de ridículo voltou ao normal, e saímos para o Tibet eu comeceia voltar a mim. Pois os tibetanos também se impressionavam com o Marco, mas não me acharam com a menor pinta de Mao….
E qual não foi a nossa surpresa quando no Namtso lake, um local de quem compramos as prayer flags (bandeirass coloridas de oração) olhou o Pêlo que saia pela gola do Marcão e apontou. O Marco por sua vez acostumado as reações, tirou o gorro para mostrar o tamanho dos cachos (que estão propagados e propagando…) O tipo não teve dúvida, arregalou os olhos, apontou para o Marcãao e disse abismado  -Yak!

Beijing Beijing, tchau tchau….

<!– @page { size: 8.5in 11in; margin: 0.79in } P { margin-bottom: 0.08in } –> Na China estivemos em Beijing onde passamos ótimos dias com o Olek e Jerome, dois fofésimos que nos receberam super bem….(Conhecemos o Olek em San pedro de Atacama, em 2003 e fizemos o Salar de Uyuni juntos, na Bolivia). Saímos para as baladas, conhecemos a nata da colônia italiana e francesa em Beijing (¨gente fina elegante e sincera¨).

Nos juntamos ao crownd na Cidade Proibida, que é realmente sensacional, e ter assistido ao filme do ¨Último Imperador¨ deixou a visita com menos cara de museu…

Fomos à ¨Great UAU¨,a grande muralha da China é uma visão surreal. Desde de que se visualiza a sua idéia ao pé da colina, até o momento que se caminha sobre ela. Não é só o tamanho, mas também sua extensão e a cadeia de montanhas sobre a qual ela foi construída.

Pareceu-nos a ¨canetada do século¨. Imagine o general vindo atrapalhar o cotidiano besta e hedonista do imperador com uma banalidade do tipo:

- Senhor! O império esta sendo invadido!

- Invadido?! Por onde?

- Pelo norte, senhor! (Seis mil e lá vai quilômetros)

  • Ora, contrua um muro!
  • Mas senhor…São mais de 8000 Kilômetros…
  • E?

1 bilhão e 300 mil em seis mil….

Lembra daquele conto da cigarra e da formiga… Então, chegamos no formigueiro.Senhoras e senhores com vocês: China!

Eles são muitos, há muito tempo.E trabalham 360 dias (oficiais) por ano. Não, os chineses que vivem aqui na China não sabem o que são férias remuneradas. Aqui será provavelmente o país mais rico do mundo, mas ainda o mais populoso. Ou seja, também há muita miséria.

Diz a tradição que quanto mais membros uma família possui sob o mesmo teto,(tradição chinesa)mais boa sorte essa mesma terá. Já o governo chinês impôs uma pesada multa para quem quiser procriar mais do que uma vez nessa vida.

E essa criança terá que aprender pelo menos outra lingua, (mais comercial) e lógico, deverá ser fluente. Para isso estudará fora do país, se a família é lógico puder arcar com os custos. É impressionante o número de crianças que são criados pelos avós enquanto seus país estudam em algum outro canto do mundo. E quando voltar tem que estar atento às suas conquistas em relação a sua idade,e a preparação de seus filhos, pois hoje ele tomará conta de seus pais, e seus filhos seguiram essa cadeia de previdência privada chinesa até Deus sabe quando….

Formiguinhas fumam, desesperadamente. Em viagens de fim de semana usam roupas sociais. Pois é essa que eles tem. E me lembro bem, quando eu e o Marco de férias num hotel no meio da floresta amazônica estranhamos quando na outra ponta do rio aponta aquele navio… Cheio deles, TODOS com roupas sociais (em pleno calor da floresta amazônica). TODOS de celular na mão, óculos e fumando… Parecia uma invasão do paraíso, por figuras que hoje entendemos muito melhor, daqui de dentro do formigueiro.

Naquela mesma ocasião, o jantar, bem como todas as refeições daquele hotel, servidos no esquema de buffet.(No meio da floresta,nem tinha muito para onde correr…) Fazíamos as refeições todas lá. E me lembro do desespero de uma carioca tentando avisar a Dona Formiga que pudim de leite não ia em cima do peixe…Mesmo estando na sequência do buffet…Confesso que ficamos observando qual seria a reação dela quando se desse conta da mistura dos sabores, pois mesmo acrobática, nossa amiga não conseguiu evitar a estranha mistura…. Qual o quê?! D. Formiga comeu com tanto gosto que deve até ter repetido. E hoje, se ela nos visse nos restaurante do formigueiro sentiria-se compreendida. Ahá, pensou que eu diria vingada,né? Não meus caros… Açucar com salgado,Molho de camarão por cima da costela de porco, Sopa de cabeça de cobra com barbatana de tubarão ( -Juro por Deus!)espetos infinitos de todos os outros insetos (incluindo, lógico as formigas. eheheheh)são comida para eles.

Mistérios de uma cultura com mais de seis mil anos meu amigo….

Do Eclipse aos Glaciares !

Será que estou escrevendo muito sobre a Mongolia ? Mas o que posso fazer , se cada vez que abro a pagina do blog para atualizar alguma coisa, me lembro de alguma passagem incrível naquele país..

De qualquer maneira vou terminar a expidição ao Oeste, que disse que tinham 3 partes .

A segunda, foi o trajeto que fizemos De Bulgan, no Sudoeste Mongol, até Altai 5 Bogd, que é a fronteira entre a Russia, Mongolia e China . Para mim, foi a melhor parte da viagem .

O Oeste Mongol possui uma enorme concentração de Kazhaks . Sim, eles mesmo do Kazakstão . Quando na decada de 20, os Soviéticos fizeram a fronteira da Mongolia, esqueceram de avisar as diversas tribos Kazhaks que ali não era mais o país deles….Eles não avisaram e os caras não saíram, de modo que tem muito mesmo por lá . Na verdade, a cidade de Olgy, é reconhecida como um dos melhores lugares para se ver a antiga tradição Kazhak . E fica na Mongolia .

Nosso objetivo maior era uma viagem a cavalo de 2 dias até a a montanha mais alta da MOngolia, o Pico Khuiten . Junto com mais 4 montanhas nevadas formam o que eles chamam de 5 Bogd, ou 5 picos na tríplice fronteira .

Uma noite antes, dormimos com uma família Kazhac em seu Guer . Foi uma experiencia incrível . Aqueles não estavam muito acostumados a ver turístas, e constantemente entravam no Guer para simplesmemte nos olhar . Entravam, sentavam e não diziam nada . Apenas ficavam olhando atentamente a tudo o que fazíamos . A certa altura, outras famílias apareceram e se juntaram aos demais expectadores, formando a certa altura uma platéia de 15 pessoas !

No dia seguinte, montamos os cavalos e fomos para a trilha que levava a montanha . O plano era ir a cavalo, dormir lá, e voltar no dia seguinte . O local era uma especie de pré – acampamento base para aqueles em expedição ao topo do Kuiten . Fica a aprox. 3000m de altitude, sendo que o pico se eleva a 4373 m.

O caminho de ida foi sensacional . A trilha acomanha um rio entre um vale de montanhas verdes e lagos azuis turquesa . Mo meio do caminho apenas Ovoos e alguns viajantes voltando do acampamento . Nossa primeira visão do local foi de cima de um mirante, apos 3 horas de cavalgada . Um maciço de montanhas nevadas, bem mais alto do que todas ao redor, apareceu branco, nevado, com um enorme glaciar, o Potanii descendo de suas enconstas . Na base desse maciço, um pouco afastado, aquele mesmo rio corria por entre as pedras, fornecendo agua para as cerca de 30 barrcas que ali estavam . Mesmo com esse número , o lugar é suficientemente grande para passar a ideia de contato extremo com a natureza, sem a poluição visual e sonora que muitos turistas trazem . No lado esquerdo do local, podiamos avistar 2 Guers protegidos por montanhas às suas costas . Decidimos ver se poderiamos dormir nos Guers, ou montar as barracas por ali, dado a posicao privilegiada .

Demos sorte , e conseguimos um dos guers para nosso grupo . O restante do dia, aprovetamos para explorar a regiao e aproveitar a vista e a atmosfera do local .

Passamos a noite ali, de frente para os maiores picos do país, com uma Lua maravilhosa que saiu enfeitando a cena, se colocando caprichosa, logo a cima de uma dos picos mais bonitos da cadeia de montanhas .

No dia seguinte, voltamos para o acampamento Kazhak, para mais uma noite com a família, antes de pegar a estrada de novo, agora rumo a Ulaan Bataar.